Gasto com sanitários provisórios é de R$ 20 mil por mês
Londrina A falta de banheiros públicos fixos em áreas de grande circulação em Londrina é reflexo, segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), do vandalismo. De acordo com o presidente da companhia, José Carlos Bruno de Oliveira, a alternativa encontrada pela Prefeitura para oferecer sanitários à população é a locação de banheiros químicos, a uma custo de R$ 20 mil por mês. Embora 41 unidades sejam alugadas por mês, nem todas estão nas ruas ao mesmo tempo.
Este custo não possibilita, entretanto, que o Lago Igapó, cartão postal da cidade, tenha um banheiro químico diariamente à disposição de quem vai até lá fazer exercícios na academia ao ar livre ou mesmo caminhar ou correr. "Aos domingos colocamos duas unidades, mas nem todos os dias temos unidades ali", observa Oliveira, ao acrescentar que a CMTU paga apenas pelos dias em que utiliza os banheiros químicos.
Ele reforça que a construção de estruturas físicas em locais deste tipo é inviável, não só pelo risco de vandalismo, mas pelo alto custo de manutenção. "Os banheiros públicos estão sendo eliminados no mundo todo por conta de roubos, estupros, prostituição nestes locais", pontua.
Os defeitos apresentados no banheiro fixo da Praça da Bandeira, conforme a CMTU, devem ser consertados em breve. A companhia, segundo Oliveira, precisa aguardar em torno de dez dias para fazer os reparos necessários. O procedimento busca evitar o risco de trocar peças danificadas e as ter estragadas de novo ao fim do dia. "Não existe possibilidade de fazer troca imediata todos os dias", diz.
Ainda conforme Oliveira, a ouvidoria do órgão não tem registros de reclamações sobre os banheiros públicos. "Se tivéssemos grandes reclamações, com certeza estaríamos preocupados. Não nos parece importante", pondera. Ele afirma, no entanto, que a companhia está mapeando pontos da cidade para implantação de mais unidades químicas, se possível, ainda este ano.(A.L.)





