Continua o impasse sobre o traçado para implantação dos ramais do gasoduto que será instalado em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Ontem, a Companhia Paranaense de Gás (Compagás), responsável pelo projeto, apresentou à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente a segunda opção de planta. O material havia sido solicitado pelo promotor Sérgio Luiz Cordoni, durante a primeira reunião realizada há 11 dias, entre o Ministério Público, a Compagás e pessoas que defendem a mudança de projeto. O assunto vem sendo discutido porque os ambientalistas e outros representantes do município consideram que o atual traçado coloca em risco a população, porque passa na área central da cidade.
A opção alternativa sugerida pela Compagás fica mais distante do centro de Campo Largo, mas se mantém numa área considerada residencial. Com isso, os representantes das entidades ambientalistas Xama e Amigos do Cambuí, e da Associação Comercial de Campo Largo, que participaram da reunião, consideraram o traçado impróprio.
Para resolver a questão, o promotor agendou nova reunião para a próxima terça-feira. Na ocasião, representantes que defendem a mudança do projeto apresentarão um traçado alternativo, que será estudado pelo Ministério Público.
Sarah Azevedo Kobel, integrante da Xama, diz que um dos problemas é que o projeto do gasoduto foi aprovado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) sem estudos de impacto ambiental. Segundo Augusto Riezemberg Neto, diretor da Compagás, a medida foi adotado porque a instalação dos dutos não traz prejuízos ao meio ambiente.Kraw PenasReunião entre ambientalistas e Compagás não chega a decisãoAdriana Ribeiro

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