Gás a granel sofre restrição
A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, em última votação, o projeto de lei que regulamenta e praticamente proibe o fornecimento de gás de cozinha a granel na cidade. ‘‘Todo o serviço de envase, transporte e fornecimento terá agora regras criteriosas para evitar riscos à população’’, explicou o autor do projeto, o vereador Antenor Ribeiro (PPB).
Ribeiro se baseou em cidades que possuem o mesmo serviço oferecido, como Campinas e Sorocaba, no Estado de São Paulo, e em normas de segurança do Corpo de Bombeiros e da Petrobras. O projeto é composto de 12 artigos que estabelecem, entre outras normas, a proibição de estacionamento de veículos abastecedores em ruas e áreas públicas, critérios para a construção de instalações centralizadas de gás, e exige que as empresas fornecedoras façam laudo pericial, atualizado a cada ano, que comprove a inspeção das instalações.
‘‘O caminhão não vai poder parar na rua e esticar aquela mangueira comprida até o fundo de um prédio’’, disse Ribeiro. Segundo o vereador, os edifícios e estabelecimentos que utilizam o serviço de gás a granel terão 90 dias após a publicação da lei para se adaptarem às novas normas. ‘‘Deverá existir um espaço especial reservado para o acesso do veículo abastecedor dentro do pátio do prédio e a mangueira não poderá ter mais de 15 metros de comprimento’’, acrescentou.
O projeto depende da sanção do prefeito Antonio Belinati.
A Folha tentou ouvir ontem as empresas que fornecem gás a granel em Londrina, mas não foi possível encontrar os seus representantes. (M.D.B.)

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