Garoto teria sofrido abuso sexual em escola
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Chiara Papali<Br>Reportagem Local 
O Conselho Tutelar de Londrina está investigando uma denúncia de violência sexual que teria ocorrido com um menino de sete anos na Escola Municipal Eugenio Brugin, localizada no Conjunto São Lourenço (zona sul). A denúncia foi feita pela mãe, R.P.F, de 24 anos, que questiona a segurança na escola. ''Não tem quem tome conta das crianças no pátio ou no banheiro'', reclamou.
Na última terça-feira, o menino C.H.F. passou por uma perícia no Instituto Médico Legal (IML) a pedido do Conselho Tutelar. O laudo preliminar constatou que não houve coito anal, mas os médicos-legistas não descartam a possibilidade de ter havido ato libidinoso, que não deixa sinais. O laudo é assinado pelos médicos-legistas Alcindo Cerci Neto e Fernando Milani de Moura. O laudo oficial será divulgado na segunda-feira.
De acordo com a mãe, o abuso teria ocorrido no dia 19. ''Minha sogra percebeu que ele estava sentando de mau jeito e perguntou o que tinha acontecido. Ele confessou que outros quatro meninos, da mesma idade, tinham abusado dele no banheiro da escola'', disse. No dia 24, a mãe levou o filho para uma consulta no Hospital da Zona Sul, onde foi constatado que o menino tinha uma ''discreta fissura anal''. ''Fiquei horrorizada e ele diz que não quer voltar para a escola'', afirmou.
O presidente do Conselho Tutelar 2, Márcio Antunes, informou que o menino foi encaminhado para acompanhamento psicológico no Programa Sentinela. ''A criança vai ser ouvida por uma psicóloga e as crianças que teriam praticado o ato também podem ter acompanhamento psicológico'' explicou.
A secretaria municipal de Educação solicitou à direção da escola um relatório sobre o fatou e vai aguardar a divulgação do laudo oficial do IML. ''É uma situação preocupante e, se for o caso, vamos abrir uma sindicância'', disse a assessora educacional Eva Maria de Andrade Okawati. A secretária da escola, Mara Simone Calderon, disse que os 875 alunos do período diurno fazem intervalos separados em cinco turnos, e que sempre há pelo menos cinco funcionários no pátio, entre professores, auxiliares ou diretores. ''Queremos esclarecer o caso, muitos pais estão preocupados'', disse.


