''Ele é um menino normal, não pára um minuto''. Emocionada, Marli dos Santos, mãe de Marcelo Augusto, 7 anos, fala sobre o filho. Marcelo tem neurofibromatose tipo 1, uma doença hereditária, mais conhecida como síndrome de Von Recklinghausen. ''Ele nasceu assim. Precisamos de ajuda porque é tudo muito difícil'', disse a mãe.
A família mora em Cambará. Além do menino e da mãe, vivem em uma casa popular o pai e outros três filhos, sendo que um deles tem dificuldade na fala e estuda com o irmão na Apae daquela cidade. Segundo a fisioterapeuta da Apae, Débora Rodrigues, que acompanha o caso de Marcelo desde que ele nasceu, o menino possui uma anormalidade cefálica e cutânea que ocorre de maneira simultânea, o que causa um crescimento anormal de parte da cabeça. ''A doença pode desenvolver um tumor no nervo óptico e no caso dele isso aconteceu. Ele tinha muitas ramificações. Também teve glaucoma e enxerga com dificuldade, mas é um menino inteligente e conversa bastante'', explicou.
O caso de Marcelo tem sido acompanhado por médicos de Curitiba. A mãe conta que a doença dele foi identificada quando ainda na gestação. ''Logo que ele nasceu já fizeram uma cirurgia de emergência. Depois fizeram uma outra para tirar o tumor mas ainda não acabou. Tem uma consulta marcada para daqui seis meses lá em Curitiba. Estou nervosa porque percebo que a cabeça dele está ficando cada vez mais inchada'', lamentou a mãe, preocupada com a situação do menino.
Como Marli não pode trabalhar para cuidar de Marcelo, ela recebe ajuda da prefeitura por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que equivale a um salário mínimo. Segundo Marli, seu marido é auxiliar de serviços gerais e ganha menos de um salário. ''Passamos por muitas dificuldades. Quando vamos para Curitiba, ficamos na Rodoviária mesmo porque não temos outra opção. A prefeitura me dá passagem, mas tem vezes que não tenho dinheiro nem para comer. Todo mês tenho que comprar pomadas para passar no olho dele. Ele gosta de leite, mas qualquer coisa que alguém puder nos dar já está bom''.

Serviço
Interessados em ajudar a família podem entrar em contato com a mãe dele, Marli, pelo telefone (43) 9131-4417 ou na Rua A, 105, conjunto habitacional Rotary, Cambará (PR).

mockup