Um desenho simples em que crianças de várias raças estão de mãos dadas, em sinal de união. A cadeira de rodas e a muleta não interferem no relacionamento. Acima delas, um grande coração vermelho e a frase escrita a lápis, que resume o que o autor do desenho, Eduardo Augusto Marcon, 9 anos, pensa: ‘‘Ser feliz é ser igual’’.
  Eduardo foi o grande vencedor do Concurso de Desenhos de Pacientes com Hemofilia, promovido pela Coordenadoria da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde (MS). Outros 11 hemofílicos foram premiados no concurso, cuja cerimônia aconteceu no último dia 17, em Brasília. O ministro Agenor Álvares entregou o prêmio a Eduardo. Além da placa comemorativa, o garoto vai ter o desenho transformado em quadro. A figura também vai integrar o calendário oficial de 2007 da Coordenadoria.
  O garoto concorreu com 140 participantes e garantiu o primeiro lugar geral no concurso. Para a mãe, Alda Marcon, que acompanhou o filho na viagem a Brasília, o concurso serviou como estímulo. ‘‘Desde que ele foi convidado a participar, ele saiu daqui dizendo que ia ganhar. Para a família é um motivo de orgulho, já que isso melhorou a auto-estima dele.’’
  A doença foi descoberta porque Eduardo nasceu com fissura labiopalatal e aos três meses precisou passar por uma cirurgia de correção. Uma hemorragia durante a operação fez com que os médicos suspeitassem de hemofilia, doença hereditária onde está deficiente ou ausente o fator coagulante do sangue. O diagnóstico foi confirmado e desde os 11 meses Eduardo, que mora em Apucarana, freqüenta o Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina, onde recebe injeções do Fator 8, que garantem a ele uma melhor qualidade de vida.
  ‘‘O concurso é um incentivo para que pacientes hemofílicos sejam lembrados. Trabalhamos para manter uma melhor qualidade de vida dessas pessoas e o concurso mostra que o Ministério da Saúde se preocupa com os pacientes’’, afirma a chefe do Hemocentro, Cristina Faune. Em todo o Brasil, o MS se encarrega da distribuição gratuita dos remédios.
  Só o Hemocentro do HU tem 150 pessoas cadastradas e faz em média 180 atendimentos por mês. ‘‘São pacientes com uma doença grave, que têm limitações na vida, como atividades físicas e que precisam sempre de atendimento. O que fazemos aqui é melhorar a qualidade de vida deles.’’

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