Dos 28 alunos cadeirantes da rede municipal de Londrina, pelo menos um necessita de uma cadeira de rodas especial e não se sabe se a campanha "Eu ajudo na lata" será capaz de ajudá-lo. Isso porque o valor do equipamento que ele precisa é muito mais alto em relação a uma cadeira comum. Kauan Henrique Adami, de 7 anos, é paraplégico, estuda na Escola Municipal Salim Aboriham (zona norte) e mora no Jardim Primavera. A cadeira com que ele se locomove é muito grande para o seu tamanho. Para poder usá-la, a sua tia Zilda Cristina da Silva, que cuida do garoto desde que a mãe morreu, precisa fazer algumas adaptações. Ela coloca almofadas nas costas e nas laterais para poder posicioná-lo melhor, no entanto, ao projetar o seu corpo um pouco mais para a frente, existe o risco de o garoto cair. "A cadeira é muito grande", reclama. A solução encontrada por Zilda foi pegar cachecóis para amarrá-lo à cadeira pela cintura e pelas pernas.
Zilda relata que uma cadeira especial para o Kauan custaria R$ 2,6 mil. "Esse valor é o mais barato que encontrei", destaca. O problema é que a família sobrevive apenas com o valor do benefício da criança, que é de um salário mínimo e de alguns trabalhos de seu marido como autônomo. "No mês passado ele só conseguiu R$ 300. Mas nem sempre ele consegue serviço e só com medicamentos do Kauan gastamos R$ 200", afirma.
Kauan diz que não sente dores nas costas, mas a sua radiografia mostra que ele sofre de escoliose provocada pela cadeira inadequada. Esse desvio de coluna tem sido tão grande que já afeta o seu pulmão. "Ele já sofre de bronquite e com esse desvio a dificuldade de respirar piora", observa Zilda. (V.O.)

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