Garoto de 13 anos é o mais jovem calouro do BR
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sábado, 17 de janeiro de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Na próxima terça-feira, dia 20 de janeiro, o adolescente Guilherme Cardoso de Souza, 13 anos, irá receber um prêmio por ter sido o estudante mais jovem a ser aprovado em um vestibular em todo o Brasil. Guilherme foi aprovado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para o curso de Química. E em primeiro lugar.
Além da façanha de se tornar o universitário mais jovem do estado, Guilherme também tem grandes chances de se tornar bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em um projeto de formação de docentes. ''Os alunos que se destacam no curso sempre tem grandes possibilidades de se tornarem bolsistas'', adianta o coordenador do curso de Química da UFPR, Cláudio Tonegutti.
Foi aos dois anos de idade que Guilherme começou a mostrar para a mãe, a diarista Edina Lopes Cardoso, que não era uma criança comum. ''Até os dois anos ele não falava nada. De repente, 15 dias depois do aniversário começou a falar'', conta. Segunda ela, Guilherme era ''muito curioso'' e estava sempre mexendo em revistas e papéis que encontrava na casa.
Descobrir que o filho aprendeu a ler sozinho não foi fácil para Edina. ''A gente ficou apavorado. Não sabíamos como lidar com isso'', diz. O menino começou a estudar no Centro de Atenção Integral Guilherme Braga Sobrinho, no Bairro Novo. Mas o diagnóstico definitivo de superdotação só veio em 2004, quando o garoto foi analisado por uma especialista.
''Ele passou por um processo de aceleração de estudos que permitiu a regularização da vida escolar'', conta a superintendente de Gestão Escolar da Secretaria Municipal de Saúde, Meroujy Giacomassi Cavet.
No mesmo ano Guilherme foi aceito pelo Instituto Bom Aluno, que patrocina os estudos de estudantes carentes, e começou a estudar no Colégio Bom Jesus. ''Ele começou o Ensino Médio aos 11 anos'', conta Edina.
Guilherme vai ser o primeiro da família a fazer uma faculdade. ''Só estudei até a 8 série. Sou de família pobre, meu pai era muito rígido. Ou a gente estudava ou ia trabalhar. Optei por trabalhar'', conta a mãe.
Guilherme conta que começou cedo a se interessar pela Química. ''Ganhei um livro do meu cunhado de física e química. Achei muito legal aquela ideia de cientista, aqueles frascos coloridos'', diz.
Foi só quando chegou ao Ensino Médio, aos 11 anos, que Guilherme pôde entrar em um laboratório. ''Eu chegava mais cedo na aula para poder fazer algumas experiências'', conta. Foi no Ensino Médio também que ele descobriu o gosto pelo ensino. ''Ajudava meus colegas, meus primos. Gosto de ensinar'', conta.


