Curitiba
A cidade onde a adolescente Samanta Yumi Wachholz morava tem apenas 30 mil habitantes, nenhum ônibus e vive apenas do garimpo. Perto do Parque Nacional do Xingu, o pequeno município de Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, fica a 35 quilômetros da escola mais próxima. Há duas semanas, Samanta e a irmã decidiram mudar de paisagem e de futuro. Desembarcaram em Curitiba depois de três dias de viagem com a esperança de aguentar a saudade de casa e se preparar para o vestibular de Medicina.
‘‘Tudo aqui é completamente diferente do que eu estava acostumada’’, diz a adolescente de 15 anos. Ainda se adaptando à nova cidade, Samanta afirma que se sente insegura diante dos novos desafios. ‘‘O colégio em que eu estudava tinha só 200 alunos e agora estou numa escola com 2 mil pessoas’’, diz.
Encarar o dia-a-dia diferente em uma nova cidade é dificuldade que afeta estudantes de todas as idades. O ponto mais difícil refere-se ao ser aceito por grupos já formados.
Estranhando um pouco o comportamento dos curitibanos, a matogrossense diz que até agora só conseguiu fazer amizades com estudantes vindos de outros Estados. Morando pela primeira vez longe de casa, ela diz que sabe que sentirá muitas saudades da família e dos amigos. ‘‘Mas meus pais também estudaram aqui e vou fazer tudo para tentar aguentar’’, afirma.

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