A paulista Érica Cristiane Costa, 20 anos, que seria uma suposta vítima do motoboy Francisco de Assis Pereira, disse ontem que não conhece o homicida e torturador confesso, conhecido em todo o Brasil como o ‘‘Maníaco do Parque’’. ‘‘Nem sei por que fui envolvida nisso. Não tenho nada a ver.’’
Érica, que a princípio não queria falar, disse que fugiu de casa por ‘‘problemas pessoais’’. Ela estava desaparecida desde o dia 22 de maio. Segundo a empregada doméstica da família, Edna Nunes, Érica sumiu no trajeto entre sua casa e o trabalho, em Barueri, na Grande São Paulo. A garota abandonou seu carro, um Escort, e veio para Curitiba, onde morava em uma pensão simples, na rua Carlos Cavalcanti, no centro da cidade.
A paulista acredita que sua família tenha suspeitado que ela estava morta porque deixou São Paulo na mesma época em que ocorreram os crimes cometidos por Pereira. Trabalhando há 60 dias em Curitiba, Érica já comunicou a família que está viva. Isso porque foi pressionada pelo delegado do 1º Distrito Policial, Pedro Rego Monteiro Rocha.
Apesar do drama vivido pelos familiares, Érica disse que considera sua fuga um ‘‘caso comum’’. Sem querer ser fotografada, a paulista afirmou que ainda não sabe se vai voltar para casa. O delegado Pedro Rocha, responsável pelo caso, estava de folga ontem. Os comissários de plantão não tinham informações sobre a família de Érica.
Os pais da garota estiveram domingo em Curitiba para convencê-la a voltar para São Paulo, mas a tentativa não surtiu efeito. Eles voltariam para casa na madrugada de ontem, mas Érica não confirmou a informação.
Nem mesmo o dilema vivido pela família fez Érica voltar atrás na decisão de abandonar a família. A cada corpo encontrado pela polícia o pai de Érica, o metalúrgico Osvaldo Costa, ia verificar se era o corpo da filha. A tragédia, que já era esperada pela família, se tornou apenas um problema de relacionamento familiar, a princípio sem solução.

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