Garota foi vítima de preconceito
Durante 12 anos, a dona de casa Eliane enfrentou o desafio diário de convencer a filha a ir para a escola. A garota, hoje com 14 anos, sempre enfrentou dificuldades de aprendizagem em função da dislexia, um problema que, durante toda a sua infância, foi potencializado pelo despreparo dos profissionais das escolas pelas quais passou (sete, ao todo) e pelo preconceito dos colegas. ''Ela nunca gostou de ir para a escola, e lá praticamente não tinha amigos. Nas fotos sempre aparecia com uma expressão triste, fechada, e me dizia que não conseguia parar de chorar'', relata a dona de casa. Ela conta que em uma das escolas foi alertada pela zeladora para que tirasse a filha de lá.
Há dois anos, já com o diagnóstico de dislexia, a adolescente passou a estudar no colégio que permanece até hoje, onde é respeitada em suas limitações e se relaciona com pessoas acostumadas à diversidade. Só ali a família pôde respirar mais aliviada. ''Hoje minha filha é outra menina, aos poucos está recuperando a autoestima. Consegue se relacionar com colegas de classe, já frequenta a casa de amigas e, desde o final do ano passado, faz aulas de equitação e está se sobressaindo nas competições'', comemora a mãe. (S.L.)





