Garota engravida tomando Microvlar
A babá Tatiane Salasário Maia, 17 anos, pode ser a primeira paranaense a engravidar por causa do uso do lote falso do anticoncepcional Microvlar, fabricado pela Schering do Brasil. A jovem, que denunciou o caso ontem à rádio CBN, disse que está no segundo mês de gestação, mesmo depois de ter tomado regularmente o medicamento. Não estava preparada para esta gravidez e não sei o que vou fazer com este filho, disse a babá, que pretende processar o fabricante.
Tatiane afirmou que nunca teve problemas com o anticoncepcional, durante os doze meses que foi usuária. Em maio, minha mestruação atrasou, mas no primeiro momento não pensei em gravidez, porque esta situação já tinha acontecido uma vez, disse. Preocupada que ainda em junho a menstruação não chegara, a jovem decidiu fazer um exame, descobrindo que estava no segundo mês de gestação.
O problema é que, quando o governo lançou a campanha de vacinação contra a rubéola, eu me vacinei, disse. Segundo Tatiane, o seu médico teria dito que por causa da vacina a sua gravidez será de risco. O prazo para engravidar depois da vacina era de três meses, por isso a criança que está na barriga pode nascer com má-formação, disse.
Agora, a babá quer que a empresa ajude tanto na gestação como no sustento da criança. Mas a moça não tem a cartela para comprovar que tomou o remédio. A chefe da Divisão de Vigilância Sanitária, Maria Aida Resende, afirmou que neste caso a única maneira é entrar com um processo individual e aguardar para anexar à ação coletiva que tramita em São Paulo. O nosso trabalho foi recolher as pílulas nas farmácias. Apenas em Londrina foram retiradas 20 mil cartelas, disse.





