Enquanto no sítio da família tudo está em compasso de espera, no Hospital Infantil onde Daniela está internada o tempo é de esperança. Na última quarta-feira, a transferência da filha da Unidade de Terapia Intensiva para a enfermaria trouxe de volta a alegria ao rosto de Maria das Graças Dias da Silva.
Desde o dia da tragédia, ela, o marido e familiares mantêm uma firme vigília no hospital, aguardando boas notícias. E desde a última quarta-feira as esperanças estão se renovando. Na quarta-feira, ela passou a respirar sem a ajuda de aparelhos e começou a retornar do coma induzido. Na quinta, a menina já conseguiu se alimentar por via oral, respondeu a estímulos dolorosos e foi transferida para a enfermaria. Uma recuperação tão rápida que surpreendeu a família.
Resta agora, superar o trauma psicológico. Ao contrário dos policiais militares que participaram do confronto - que foram afastados para recuperação psicológica -, a mãe disse que até agora ninguém veio prestar apoio à família dela. ''Se eles estão abalados, imagine a gente! Só uma psicóloga do hospital que falou com a gente no começo da semana'', afirmou Maria das Graças. A Polícia Militar forneceu apenas uma viatura para fazer o transporte de familiares até o hospital mas o serviço, segundo a lavradora, funciona precariamente. A reportagem não conseguiu falar com a PM por causa do feriado.
Quanto à apuração dos fatos, um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil para investigar se o tiro que feriu Daniela partiu da PM ou dos marginais em fuga. Um revólver calibre 38 foi encontrado no meio do cafezal. As armas dos policiais também foram apreendidas.
SERVIÇO - Quem quiser oferecer algum tipo de ajuda à família de Daniela pode ligar para o telefone 3327-1692 (falar com Maria).

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