Curitiba A coleta de lixo em Curitiba pode ficar comprometida a partir de segunda-feira com uma possível greve dos garis e coletores. A categoria, composta por cerca de dois mil trabalhadores, pede reajuste salarial e garante que, se até amanhã, a Cavo, empresa responsável pelo serviço, não apresentar uma proposta de acordo a paralisação será votada em assembléia. Caso a greve se concretize, cerca 1,5 mil toneladas de lixo podem deixar de ser recolhidas. Já os 180 motoristas dos caminhões de lixo aceitaram a proposta da empresa.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), Manassés Oliveira, disse que a categoria pede 10% de reajuste real mais 7,47% da inflação, aumento de 20% dos vales refeição e alimentação e pagamento extra do dia trabalhado no Carnaval (24 de fevereiro). Ele afirmou que a Cavo está oferecendo, em contrapartida, só os 7,47% de reajuste, 7,47% de aumento nos vales e 50% do valor do alimentação para o Carnaval (R$ 70). ''A empresa só garantiu, até agora, que os trabalhadores vão receber o reajuste, seja qual for, retroativo à data-base, em março. Nós avisamos que, se não houvesse outra proposta entraríamos em greve'', afirmou Oliveira.
Segundo ele, a alegação da empresa para não conceder o reajuste foi de que o contrato emergencial com a Prefeitura de Curitiba não foi renovado. A Cavo negou essa informação e explicou que o contrato emergencial de 180 dias com a prefeitura está vigente e a empresa aguarda a abertura de uma licitação. Contudo, a empresa preferiu não divulgar quando esse contrato foi assinado. A prefeitura confirmou a vigência do contrato mas não informou desde quando.
Os motoristas aceitaram receber os 7,47% referentes à inflação tanto no reajuste salarial quantos no vales alimentação e refeição.

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