Deve ser definida hoje, às 7 manhã, a realização ou não de uma greve por parte dos 1.800 funcionários da Companhia Auxiliar de Viação e Obras (Cavo), responsável pelo recolhimento de lixo e limpeza das ruas de Curitiba. Numa negociação feita no final da tarde de ontem, na Procuradoria do Trabalho, a empresa apresentou uma nova proposta aos funcionários que deve ser analisada hoje, pelos coletores, motoristas e varredores, antes do início do expediente.
Na primeira proposta, a Cavo oferecia, além de uma aumento de 3,5% nos salários, um acréscimo de 20% no valor dos vales-refeição e de 3,05% nos de mercado. Em troca, exigia a retirada do chamado adiantamento quinzenal de salário e a implantação de um banco de horas extras, que corta em 50% o pagamento delas no contra-cheque e faz a troca por folgas.
Na segunda opção, apresentada durante a audiência na procuradoria, a proposta de aumento de salário manteve o índice de 3,05% , mesmo valor a ser aplicado ao reajuste dos tickets de supermercado e refeição. Não seriam previstas alterações no quadriênio dos funcionários, que também estava ameaçado de ser cortado, e nem a implantação do banco de horas. O corte do adiantamento quinzenal, colocado como imediato na primeira proposta, ficaria programado apenas a partir de janeiro de 2000.
Os funcionários da empresa, concordam com o reajuste de 3,5%, mas não querem a implantação do banco de horas. A última greve realizada pelos funcionários da Cavo aconteceu há dois anos, deixando a cidade sem coleta de lixo durante dois dias. O motivo principal também foi a questão salarial. Hoje um coletor de lixo, que tem o salário mais baixo da categoria, recebe apenas R$ 265,00, acrescidos de insalubridade e tickets. Se não houver opção por uma das duas propostas apresentadas pela empresa, uma nova greve deverá começar assim que terminada a assembléia. ‘‘Ela já estava até marcada para hoje’’, declarou o presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Paraná, Manassés de Oliveira Silva.

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