Curitiba Os dois mil garis e coletores de lixo de Curitiba decidiram ontem, em assembléia, entrar em greve por tempo indeterminado a partir de hoje até que a Cavo, empresa responsável pelo serviço na cidade, apresente uma proposta de reajuste salarial melhor que a anterior. Em média, são coletadas cerca de 2,5 mil toneladas de lixo por dia na Capital. O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco) promete mobilizar todos os trabalhadores em frente à empresa hoje para que a empresa negocie. Os motoristas de caminhões de lixo já teriam entrado em acordo com a Cavo e aceito a proposta de reajuste na sexta-feira.
A categoria pede 10% de reajuste real mais 7,47% da inflação (INPC), aumento de 20% dos vales refeição e alimentação e pagamento extra do dia trabalhado no Carnaval (24 de fevereiro deste ano). Contudo, não houve acordo porque a Cavo, até então, havia oferecido apenas a reposição do INPC tanto no salário quanto nos vales e o pagamento do dia trabalhado no Carnaval. O presidente do Siemaco, Manassés Oliveira, informou, no entanto, que apesar de o Sindicondutores ter dito que aceitou a proposta, ela não foi votada em assembléia e por isso ontem havia cerca de 40 motoristas que optaram pela greve junto com os garis e coletores. O presidente do Sindicondutores, Moacir Szeck não foi econtrado para falar sobre o assunto.
O superintendente de operações da Cavo, Ricardo Cortez de Sousa, disse que a empresa só vai se pronunciar sobre a greve hoje. Ele informou que o primeiro passo vai ser analisar a legalidade dessa greve e ainda disse que é muito provável que a Justiça determine que pelo menos 30% dos funcionários continuem trabalhando até que a situação se resolva.

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