Garimpeiros do lixão de Apucarana atearam fogo ontem de manhã nos barracos que utilizavam para armazenar os materiais recicláveis. Eles estavam insatisfeitos com o fechamento da área de onde cerca de 20 famílias retiravam o sustento, com a separação de objetos que podem ser vendidos para reciclagem. Para minimizar o problema, a prefeitura propôs o cadastramento das famílias, integração delas à Cooperativa de Catadores de Papel de Apucarana ou criação de uma nova cooperativa. Os garimpeiros devem se reunir hoje à tarde com o secretário de Ação Social, Paulo Pedro Mandágua, para discutir o impasse.
No fechamento do lixão, o prefeito Valter Pegorer (PFL) disse que a administração vai iniciar a implantação da coleta seletiva de lixo urbano na cidade. Pegorer garantiu que as cerca de 50 pessoas que sobreviviam da venda de materias recicláveis não ficarão desamparadas. ‘‘Elas serão integradas ao processo de coleta seletiva do lixo, com a vantagem de ficarem distantes da poluição ambiental do lixão’’, afirmou.
O superintendente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Sakae Yamao, afirmou que o governo dará suporte técnico para Apucarana operar o aterro sanitário do município. O aterro está funcionando há três dias, próximo do contorno sul da cidade, com uma estrutura provisória para separação de lixo.

mockup