Todas as pessoas que garimpam no Aterro Sanitário de Londrina foram cadastradas pela Autarquia do Meio Ambiente (AMA) e vão receber, ainda esta semana, equipamentos de segurança para trabalhar no Lixão, localizado na zona leste. Os 12 adultos cadastrados vão ganhar equipamentos de proteção da Prefeitura de Londrina - como luvas, máscaras e botas. A informação foi passada ontem pelo presidente da AMA, Nelson Takeo Kohatsu.
Nenhuma criança foi cadastrada para continuar trabalhando no Lixão. No mês passado, o Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Londrina se mobilizou para tentar impedir que menores trabalhassem no Aterro Sanitário.
A Prefeitura de Londrina foi convocada, através da Secretaria Municipal de Ação Social e da AMA, para estudar uma solução e impedir que os pais continuassem levando seus filhos para o garimpo do Aterro Sanitário.
Nelson Kohatsu diz que já não há mais menores trabalhando no Lixão, depois que os técnicos da Secretaria de Ação Social começaram a fazer uma abordagem com as famílias. Ele explica que um fiscal da AMA permanece o dia inteiro no local impedindo que os menores entrem e trabalhem no Aterro.
Conforme uma funcionária da Secretaria de Ação Social, assistentes sociais da Prefeitura estão terminando um relatório com um perfil das famílias que trabalham no Lixão. O material deve ser entregue até o final desta semana para a promotora da Vara da Infância e Juventude, Solange Novaes Vicentin.
O presidente da AMA comenta que as 12 pessoas cadastradas pela autarquia vão ter emprego garantido quando a usina de reciclagem de lixo for instalada na Cidade - mas ainda não se sabe quando isso vai acontecer.
Parte dos equipamentos da usina de reciclagem de lixo foram adquiridas pela Prefeitura, na administração passada. Mas falta dinheiro para comprar o restante dos equipamentos, estimados em R$ 350 mil. Só que o custo total para a instalação deve chegar em R$ 2 milhões, calcula Kohatsu, contando com a desapropriação de terrenos e obras de infra-estrutura.

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