Garçom fraturou a coluna
ao saltar no Lago Igapó
César AugustoSílvio Gouvêia é atendido pela estudante Luciara FontanaEra um domingo de janeiro de 1991. Fazia um calor intenso em Londrina. Antes do almoço, o garçom Sílvio Gouvêia, então com 18 anos de idade, resolveu ir nadar com alguns amigos no Lago Igapó 1 (área central). ‘‘A gente sempre nadava naquele local, conhecia bem o lago, não tinha perigo nenhum. Fui eu quem errei o salto’’, comenta Gouvêia, que ficou tetraplégico e há seis anos recebe atendimento no Hospital Universitário (HU) de Londrina.
‘‘Aqui, além de muita competência e profissionalismo, eu sou tratado como se fosse uma pessoa da família. Recebo muita atenção e carinho dos médicos e estudantes’’, ressalta o ex-garçom, enquanto é atendido pela aluna de fisioterapia Luciara Fontana. ‘‘Já tive grandes avanços desde que comecei o tratamento aqui no HU. Quando cheguei só conseguia mexer os olhos e a boca. Hoje, já mexo os braços, tenho equilíbrio na cadeira de rodas, tenho 50% da sensibilidade nas pernas e recuperei a musculatura.’’
Sílvio Gouvêia, que faz três sessões semanais de fisioterapia, lembra que não chegou a bater a cabeça no fundo do lago no acidente. ‘‘Eu torci demais o corpo durante o salto; fraturei minha coluna com o impacto na água’’, explica, aconselhando as pessoas a terem muito cuidado ao saltar em piscina, rio ou lago. ‘‘O perigo não é só bater no fundo, não. Há risco também na maneira como se pula.’’ (O.C.)

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