Garantida assistência a acampados em fazenda
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quarta-feira, 04 de junho de 1997
Maurício Borges Apucarana 
Enfermeiros e atendentes da 22ª Regional de Saúde, além de funcionários das secretarias municipais de Saúde de Jardim Alegre e Godoy Moreira (Vale do Ivaí), iniciam hoje um trabalho preventivo de saúde junto as 400 famílias acampadas na Fazenda 7 mil. A maior preocupação da saúde pública é em relação ao início do inverno, expondo as mais de 300 crianças ao risco de doenças respiratórias.
Segundo o diretor da 22ª Regional de Saúde, sediada em Ivaiporã (110 quilômetros ao sul de Apucarana), Ivan Kuchpil, atendendo orientação do secretário Armando Raggio, este tipo de assistência será realizada pelo menos uma vez por semana. Já recebemos cestas básicas de medicamentos que ficarão disponíveis aos acampados no Hospital Municipal de Jardim Alegre e num posto de saúde de Godoy Moreira, informou Kuchpil.
Segundo ele, a secretaria pretende vacinar todas as crianças e também imunizar os adultos contra tétano. Na próxima semana, alguns médicos também vão integrar o grupo que irá prestar assistencia às famílias acampadas.
A localização do acampamento, conforme explica o diretor da regional de Saúde, dificulta o atendimento das famílias e obriga o deslocamento de uma equipe para a fazenda. Apesar de estar dentro do município de Jardim Alegre, o acampamento fica a 70 quilômetros distante da cidade e a apenas 3 quilômetros da cidade de Godoy Moreira, onde a disponibilidade de pessoal e equipamentos na área de saúde é deficiente, justificou.
A princípio, atendentes de saúde e enfermeiros vão distribuir medicamentos de primeiros socorros e prestar orientações aos acampados. O Estado não tem como manter um posto ou qualquer tipo de estrutura no local enquanto não se definir a questão da desapropriação da área, argumentou Kuchpil. Apesar desta situação, não vamos deixar criança ou gestante morrer por falta de atendimento, garantiu.
Mesmo com as chuvas dos últimos dias, o atendimento aos acampados deverá ser mantido. Por enquanto, não há registro de casos de doenças mais graves e o nosso objetivo é a prevenção.


