Londrina – Em 2012, o Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública e Cidadania (Cismel) comprou 180 câmeras de vigilância para a Região Metropolitana de Londrina. O investimento de R$ 7 milhões foi feito com recursos do Ministério da Justiça. Os equipamentos foram distribuídos para Londrina (30), Rolândia (15), Arapongas (20), Apucarana (27), Cambé (23), Ibiporã (10), Bela Vista do Paraíso (10), Sertanópolis (22), Jataizinho (10) e Tamarana (13). Das 30 adquiridas pelo programa para Londrina, 26 estão em operação. "Atualmente temos quatro câmeras do Cismel em manutenção, mas é um número de câmeras quebradas muito baixo em relação a municípios vizinhos que obtiveram câmeras pelo mesmo programa que tiveram praticamente todas as câmeras destruídas pelo programa", compara.
Com exceção das câmeras adquiridas pelo Cismel, cuja manutenção é feita pela Sercomtel, as despesas com as demais 232 câmeras e da aparelhagem para conduzir o sistema estão cobertas pela garantia da empresa fornecedora até julho deste ano. A partir dessa data a Prefeitura já deverá ter contratado uma empresa para realizar o serviço por intermédio de outra licitação.
O caso de vandalismo mais recente aconteceu no domingo em uma manifestação no Jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste), mas existem outros locais em que o vandalismo é mais frequente, como o Residencial Vista Bela (zona norte), onde somente este ano uma das câmeras foi quebrada duas vezes e também na Avenida Saul Elkind.
A administração municipal ainda não fez um levantamento do custo de manutenção do sistema. Além das câmeras espalhadas pela cidade, o monitoramento é feito em dez monitores de 52 polegadas e três de 46 polegadas. Também são necessários controles de zoom da imagem, controles para a análise rápida do vídeo, computadores, servidores e um link exclusivo para transmissão de imagens.
O supervisor da Guarda Municipal, Éder Pimenta, explica que apenas 2% dos equipamentos precisam de manutenção mensal. Segundo ele, 37 câmeras ainda estão encaixotadas, à espera da infraestrutura necessária para a instalação. O problema é que o sistema de transmissão de imagens dessas câmeras é por rádio, enquanto o adotado no município é por cabo de fibra óptica, que garante imagens de melhor qualidade, mas depende de conexão física.
Essas câmeras foram adquiridas por meio de licitação realizada em julho de 2012, mas ainda não possuem material elétrico, caixas, disjuntores e cabos necessários para instalação. Pimenta acredita que ainda este ano seja possível concluir a instalação desse equipamento.
Mesmo com tantas câmeras, em muitos casos a central de monitoramento enfrenta problemas, como a falta de radiocomunicadores para as viaturas. "Como muitas viaturas não possuem esse equipamento, temos que ligar para o telefone celular privado dos agentes", afirmou uma guarda.(V.O.)

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