Até o final do ano todos os prédios de Maringá que possuem estacionamento no subsolo ou em andares acima do nível da rua terão que instalar espelhos convexos nas saídas de veículos. Uma lei do vereador Shinji Gohara (PSN), regulamentando o uso do espelho, foi aprovada anteontem, por unanimidade.
Os condomínios que não acatarem a determinação da lei, que entra hoje em segunda discussão, serão multados em R$ 96,11, e o dobro do valor em caso de reincidência. ‘‘Queremos garantir maior segurança aos padestres que passam em frente aos prédios’’, defende o vereador.
Os espelhos convexos são muito utilizados em lojas e supermercados para dar uma visão de todo ambiente para os funcionários ou seguranças. Em Maringá, apenas a garagem do Banco do Brasil utiliza espelhos na saída da garagem, utilizada exclusivamente por carros-fortes.
O Sindicato da Habitação (Secovi), desconhece o projeto de Gohara e pretende acionar a câmara técnica para analisar a nova lei. Segundo assessores do Secovi, vários prédios da cidade possuem espelhos convexos nos corredores de acesso ao estacionamento para dar visão do movimento de veículos.
O gerente de uma empresa que comercializa espelhos em Maringá, que pediu para não ser identificado, diz que a venda se resume a algumas lojas e supermercados. Um espelho padrão, com cerca de 50 centímetros de diâmetro, custa em torno de R$ 80,00.
O vereador Gohara lembra que no Japão, onde as ruas são estreitas, existem espelhos convexos fixados nos prédios de esquina, dando visão da rua que será cruzada. ‘‘Os espelhos não garantem uma visão 100% do outro lado, mas servem para orientar os motoristas sobre o movimento da calçada e da rua’’, afirma.
Ele diz ainda que nem todos os prédios terão que instalar o espelho. Quando o estacionamento for no mesmo nível da rua o condomínio pode ser dispensado, desde que não esteja em área de grande movimento de pedestres. ‘‘O motorista que vem de estacionamento do subsolo ou de andares acima normalmente invade a calçada antes de parar. Com o espelho ele terá noção da presença de pedestres em trânsito’’, explica.
Gohara não tem números de acidentes entre veículos e pedestres na calçada, mas garante que o espelho vai acabar com o ‘‘susto’’ que as pessoas passam. ‘‘Tanto motorista como pedestre estão sujeitos à surpresa’’, define.

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