O que é perdido nos ônibus da Londrisul e da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) não vai para o depósito de achados e perdidos do Terminal Central de Londrina, mas para salas nas garagens das empresas que prestam o transporte coletivo.
Alguns objetos, inclusive, acabam servindo de "quebra-galho" enquanto esperam os donos. Há poucos dias, uma bengala esquecida numa das linhas de ônibus da Londrisul, por exemplo, foi repassada a um passageiro que teve a dele quebrada enquanto usava o ônibus. "Esses dias mesmo chegou um mochila do Exército. Guardamos por três meses, depois tentamos doar", comenta o auxiliar de tráfego Matheus Teixeira Lopes.
A aposentada Antônia Marafon, de 74, que deixou um cobertor no ônibus, quase teve a peça doada. Quando decidiu tentar achar a manta na empresa, já havia se passado meses. "Estavam tirando para doação naquele dia. Tive sorte de recuperar", diz.
Na garagem da TCGL não é diferente, embora o tempo de "guarda" no setor de achados e perdidos seja de 30 dias. O diretor de operações Daniel Martins relata que a lista de coisas esquecidas nos 366 ônibus da empresa incluem desde livros e documentos a dentaduras. "Tem sombrinha que deixam em estado deplorável no veículo. Chegamos a pensar que usam o ônibus para descarte de coisas velhas", afirma, ao pontuar que, em se tratando de resíduos deixados propositalmente por usuários, o cenário não é dos melhores. "A cada dois dias tiramos uma caçamba de lixo de dentro de todos os veículos", calcula.(A.L.)

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