Arapongas - Após sete anos de hemodiálise, um transplante de rim fez o caminhoneiro Maurício de Sousa, de 52 anos, renascer. O morador de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) sofria com um rim policístico, um problema hereditário. "Eu fazia hemodiálise três vezes por semana desde 2008. Tinha um dia bom, um dia ruim. Estava muito debilitado e fraco e jamais poderia pensar em fazer uma viagem de novo. Não podia sair de casa porque nunca sabia quando ia estar bem", revelou.
Sem condições de trabalhar, Sousa conseguiu se aposentar por invalidez em 2006 e quando surgiu um rim compatível, de um homem de 32 anos, que morreu após um acidente automobilístico em Pato Branco (Oeste), teve que superar mais um desafio. "O meu rim doente me provocou uma miocardiopatia leve. A minha pressão era sempre alta e o médico disse que eu poderia não suportar o transplante." Após combater o problema secundário, Sousa melhorou e realizou o transplante no dia 18 de janeiro na Santa Casa de Londrina. A recuperação foi a melhor possível. "Ganhei uma nova vida. Fico até emocionado. Hoje posso comer de tudo e até água eu posso beber, já que antes, se eu bebesse um copo, ficava todo inchado", relatou. Maurício de Sousa acredita que se houvesse mais campanhas educativas, o número de doações seria maior. "As pessoas só dão valor quando passam pelo sofrimento. A doação é uma forma de ajudar muita gente."(L.F.C.)

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