''Sempre sonhei em ter uma padaria, mas perguntava: será que eu vou conseguir um dia?'', revela a diarista Leni Carvalho Medeiros. Ela conta que sempre gostou muito de fazer pães e bolos em casa, mas, sem coragem para vendê-los, doava aos amigos e vizinhos.
A padaria comunitária, além de lhe trazer novas perspectivas, fez com que Leni acreditasse em seu sonho. ''Um dia eu vou abrir a minha própria padaria e vou convidar todo mundo para a inauguração'', planeja. Os planos incluem fabricar também bolos, bolachas e doces para vender. ''Eu sonho que um dia as pessoas virão de fora para comprar nossos produtos'', confessa, acrescentando que, para tanto, as mercadorias vão contar com um ingrediente a mais: ''Eu vou fazer com muito mais amor, de tanta alegria''.
Alegria também é o que vem experimentando a dona-de-casa Arnóbia Cordeiro Alves, que acompanha com ansiedade cada passo para a conclusão do projeto. ''Antes, eu ficava só na minha rotina, e o serviço de casa não é muito valorizado. Agora, eu estou me sentindo útil'', afirma. O marido de Arnóbia está trabalhando voluntariamente na construção do muro da padaria.
A grande mudança que a dona-de-casa está sentindo, no entanto, é em relação a si mesma. ''Hoje eu quero aprender mais coisas, quero progredir cada dia mais''. (A.I.)

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