Ganhadora de bingo denuncia calote
Emerson Dias
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
A autônoma Márcia Aparecida Marques Francescon, 25 anos, denunciou ao Procon de Foz do Iguaçu uma empresa curitibana por não entregar a caminhonete oferecida como prêmio em um bingo sorteado pela televisão. O cheque oferecido no lugar do veículo foi devolvido, com um carimbo de conta cancelada.
Márcia comprou a cartela de número 11.983 em novembro do ano passado, cujo sorteio estava marcado para cinco de dezembro. Depois de ser sorteada, a ganhadora recebeu uma carta da empresa Olho Vivo Publicidade, Produção e Promoção Artística Ltda (responsável pelo Telebingão Milionário), no dia 27 de janeiro (52 dias depois da premiação), informando que a entrega da pick up Corsa seria feita no dia 5 de fevereiro. Eu perguntei ao Fernando (único funcionário com quem ela conversou em Curitiba) se daria para a própria empresa comprar a caminhonete, porque eu precisava do dinheiro. Ele disse que isso seria impossível, contou Márcia.
Na data da entrega, no lugar do veículo veio um cheque no valor de R$ 16,5 mil, pré-datado para o dia 18 de fevereiro. Três dias depois de depositar o cheque, o banco devolveu-o, apresentando carimbo de conta cancelada. Márcia disse que pediu a uma funcionária para que conferisse o saldo da empresa. Além de a conta estar zerada, outros nove cheques foram sustados.
Márcia voltou a falar com Fernando. Este pediu um prazo até a última sexta-feira para acertar a situação. Esperei o final de semana inteiro e nada. Com certeza outras pessoas estão sem receber o prêmio. Se alguém estiver na mesma situação que a minha, por favor, denuncie, disse.
A Folha tentou manter contato pelo telefone divulgado nas cartelas de bingo, mas não conseguiu contato. O mesmo aconteceu com o número que veio na carta endereçada a Márcia.
Segundo a emissora de televisão que veiculava os sorteios, o contrato foi cancelado no final do ano passado. Funcionários da Caixa Econômica Federal em Curitiba, disseram que o convênio que autorizava o funcionamento do bingo no Estado foi cortado e a empresa faliu. O motivo foi a suposta existência de irregularidades na empresa, descobertas pelo Serlopar (Serviço de Loterias do Paraná). Eles informaram ainda que dezenas de reclamações foram recebidas pelo banco.





