Gangue de jovens assusta população em Araucária
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quinta-feira, 26 de junho de 1997
Curitiba 
As brigas entre gangues nas proximidades de escolas estão preocupando a comunidade de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso mais recente aconteceu segunda-feira, quando dois meninos foram agredidos por um grupo de adolescentes na saída da Escola Municipal Ibrahim Mansur. Revoltada, a mãe de uma das vítimas iniciou movimento pedindo segurança.
Jurandira dos Santos, de 32 anos, conta que o filho Edivaldo, de 13, estava saindo da escola quando foi abordado por seis meninos da mesma faixa de idade, que o agrediram com chutes e socos no rosto. O menino conseguiu correr, mas o grupo teria então atacado outro estudante.
Segundo Jurandira, seu filho não faz parte de qualquer gangue nem conhece os agressores.
Na terça-feira, Jurandira liderou uma passeata contra a falta de segurança. A manifestação interrompeu as aulas e reuniu, além de algumas mães, cerca de 150 alunos da escola. Como resultado, Jurandira teve uma vitória: uma viatura da Polícia Militar passou a rondar a escola nos horários de entrada e saída.
Mas teve também um aborrecimento: ela e um grupo de líderes estudantis foram denunciados à polícia por fechar os portões da escola sem autorização e de expor a risco as crianças, ao atravessar sem proteção policial uma rodovia e duas ruas movimentadas.
O secretário municipal de Educação de Araucária, Orivaldo José Augusto, diz que problemas como o desta semana estão se tornando frequentes no município. Há muitas gangues e a polícia não tem estrutura para controlar a violência, que envolve consumo de drogas, afirma.
O comandante da companhia da PM no município, tenente Daniel Berno, diz que dispõe de 45 policiais para fazer a segurança de Araucária e de Contenda, que somam cerca de 100 mil habitantes: Fazemos patrulha nos colégios mais problemáticos, mas é impossível atender a todos.


