Gangue da Xuxa apavora comerciantes
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terça-feira, 22 de julho de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Albari RosaArtimanhaComerciantes são obrigados a acorrentar as mercadorias para evitar que sejam roubadas pela Gangue da XuxaComerciantes do Centro da cidade estão adotando medidas de segurança para enfrentar a Gangue da Xuxa, um grupo de mulheres que já atua há vários meses furtando mercadorias expostas nas lojas.
Além de contratar funcionários especializados em segurança, as empresas acorrentam os produtos às prateleiras e colocam embalagens vazias em exposição para evitar os furtos.
A gangue age principalmente na Rua Marechal Deodoro, local de grande concentração de lojas de eletrodomésticos.
Segundo informações dos lojistas, o grupo é formado por cerca de dez mulheres. Elas distraem os vendedores e saem carregando mercadorias expostas na frente das lojas.
Elas preferem o horário de almoço, quando há mais clientes e menos vendedores nas lojas, disse o sub-gerente das Lojas Colombo, Osmar da Silva. Segundo ele, a gangue já levou filmadoras de vídeo, aparelhos de som e até televisores de 20 polegadas.
Em uma tentativa de furto, vendedores da Colombo conseguiram impedir as mulheres de fugir com o produto e foram com elas até um posto policial para dar queixa. Os policiais disseram que a única coisa que poderiam fazer é dar um pau nelas, e que não poderiam prendê-las porque não tinham feito o flagrante, disse Osmar da Silva.
Segundo vendedores da Arapuã, as mulheres levam os produtos até a praça Rui Barbosa, onde há uma grande concentração de camelôs, para vender as mercadorias. Uma vez já fomos com os policiais buscar de volta uma televisão que elas tinham levado, conta o vendedor Alexandre José dos Santos.
Polícia - O relações-públicas do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Osley Moro, disse que o Serviço de Informações da polícia está tentando identificar as integrantes da Gangue da Xuxa. Segundo ele, além de furtar mercadorias nas lojas, as mulheres também podem estar assaltando pedestres. O difícil é pegar o flagrante. Quando elas vêem os policiais por perto, não agem, disse.
Moro disse que os policiais estão trabalhando à paisana no local, mas ainda não conseguiram nenhum resultado. É muito difícil identificá-las, porque elas se misturam aos pedestres e conseguem fugir com as mercadorias, observa. Segundo ele, a polícia chegou a pensar que a gangue seria formada por prostitutas que trabalham na região, mas a hipótese não foi confirmada.


