O marchand Gobbo não é o primeiro que não cumpre seus compromissos com fornecedores. O empresário, galerista e proprietário de um bazar, está sendo investigado pelo 8º Distrito Policial, acusado de estelionato e apropriação indébida.
Em março desse ano, o artista plástico paulistano Gilberto Geraldo vendeu ao empresário,18 telas por R$ 11.105,00 para serem revendidas nos leilões pela televisão por um canal a cabo. Os cheques foram sustados pelo próprio emitente.
Com promessas de pagamento, o empresário foi a São Paulo e retirou mais oito quadros com a promessa de pagamento rápido. ‘‘Vou levar para Curitiba, expor em minhas lojas e, se não vender, te devolvo em seguida’’, teria dito ele, segundo consta na notícia crime entregue no 8º DP.
As telas foram vendidas em leilão, mas não foram pagas, o que configura o crime de apropriação indébida, conforme comprovam as fitas em que os leilões foram gravados. ‘‘Mesmo tendo vendido todas as obras de arte, o marchand não se prontifica a pagar os valores para o artista, e o que é lamentável, esquiva-se dele todas as vezes que este o procura’’, relata o advogado, que tem uma lista de artistas lesados pelo marchand.
A artista plástica de Ponta Grossa, Marga Cominato e a curitibana Victória Carmi também não conseguiram receber os valores das suas obras vendidas pelo empresário.

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