Galerias ainda guardam a história da cidade
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segunda-feira, 21 de abril de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina Populares e prestigiadas principalmente entre as décadas de 1960 e 1980, quando as pessoas costumavam praticar footing pela cidade, as galerias comerciais de Londrina resistem ao tempo e ainda têm seus clientes cativos.
Muitas pessoas podem até passar em frente desses prédios e desconhecer que lá existem muitas histórias de comerciantes que estão na ativa há vários anos.
Um desses espaços é o Condomínio Edifício Frederico Lundgren, na Avenida Rio de Janeiro (área central), possui uma variedade de lojas que surpreende. O local abriga escola de kung fu, cabeleireiros, papelaria, ourives, imobiliária, bazar de armarinhos e aviamentos e cafeteria.
O comerciante Massaki Oba, de 71 anos, é proprietário do Bazar Oba, tradicional loja de aviamentos e armarinhos da cidade. Ele afirmou que a maior parte de seu público é formada por clientes do tempo em que o estabelecimento ficava na rua, época em que vendia muito mais. "A vantagem da galeria é o sossego", enfatizou.
O ourives Antônio Roncaratti, de 56 anos, está estabelecido no Frederico Lundgren há 30 anos. "Era um ponto muito mais valorizado do que hoje. Naquela época em que não existiam shoppings centers, as pessoas faziam o footing pelas galerias da cidade", destacou. Mesmo com a queda de movimento, ele confidenciou que não trocaria seu ponto por uma loja de rua. "A gente se apega ao lugar."
Entre os inquilinos mais novos está a Associação Punhos Unidos, escola de kung fu. Segundo o professor Gilmar Batista dos Santos, de 36 anos, a instituição está lá há nove anos. "Curiosamente, por estar em uma galeria a escola atrai bastante a atenção das mulheres. Vinte por cento de nosso público é formado por elas. Elas vêm cortar o cabelo e acabam observando a escola", revelou.
Segundo a professora Erika Dmitruk, da Unifil, o prédio foi projetado pelo arquiteto João Batista Bortoloti e abriga moradores preocupados com a conservação da galeria. "Eles fizeram até uma padronização da propaganda das lojas para evitar que elas ficassem espalhadas em qualquer lugar", destacou. O local também chegou a trocar os pisos de borracha por pisos de porcelanato, mas estes já estão se soltando.
O local também passou por obras que garantissem a acessibilidade de seus frequentadores, como a instalação de rampas para cadeirantes e também de corrimões ao longo das rampas que conduzem às galerias.
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