Galeria é interditada pela Defesa Civil
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quarta-feira, 07 de março de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
A Galeria Canaã, que funciona na Rua Sergipe (Região Central de Londrina), foi interditado ontem pela Defesa Civil, depois que algumas rachaduras começaram a riscar as paredes do fundo do estabelecimento. ''Provavelmente isto aconteceu em função das obras que estão sendo realizadas no fundo do prédio. O muro de arrimo não aguentou e houve movimentação de terra'', explicou o diretor de Operações da Defesa Civil, Rosalmir Moreira. Na galeria trabalham 70 comerciantes. Não há previsão de quando o local será reaberto.
Dono de uma loja, Josias Marciano Júnior, estava preocupado com a falta de perspectiva. ''Eu sustento minha família, não posso ficar parado, senão fico sem salário. E se chover? A água vai mexer com essa terra toda e aí é que a situação vai ficar feia. Eu não posso esperar isso acontecer não.'' Ele estava no local, quando as paredes começaram a rachar. ''A gente só ouvia os estalos. Os bombeiros e Defesa Civil já foram chamados rapidamente, porque os lojistas ficaram com medo.''
Ele afirma que as obras de uma outra galeria que será aberta na Rua Benjamin Constant (paralela à rua Sergipe) causaram o estrago. ''Eles fizeram um buraco onde não devia. A gente estava vendo essa movimentação das máquinas e já estávamos preocupados, mas não esperávamos que isso fosse acontecer''. Na loja de uma colega dele, as rachaduras cortaram toda a parede. ''Ele não pode nem ficar aqui, porque tem perigo de cair tudo'', afirmou.
A Galeria Canaã funciona em esquema de condomínio. Cada lojista é dono do próprio espaço. ''A gente já acionou um advogado para negociar com o dono das obras que causaram isto. Queremos uma conversa negociável, mas precisamos que ele conserte logo para a Defesa Civil permitir que voltemos a trabalhar'', afirmou a síndica da galeria, Jussara Marciano. O fiscal de lojas da galeria Teófilo Lopes Brandeti concorda com ela e reafirma. ''Essas pessoas vivem com o que ganham aqui. Não podemos não ter previsão de poder voltar o sustento à família''.
A reportagem da FOLHA tentou contato com a proprietária e com a reponsável pelas obras no terreno aos fundos da Galeria Canaã, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.


