As primeiras palavras do filho são acompanhadas com expectativa pelos pais, que acham quase tudo ''engraçadinho'', sejam as trocas de letras ou as repetições de palavra. Mas quando a gagueira começa a se tornar frequente, o melhor é não tentar resolver o problema sozinho, mas buscar ajuda de um fonoaudiólogo que vai investigar e tratar o problema de forma adequada.
Hoje é comemorado o Dia Internacional de Atenção à Gagueira, um problema que atinge 10% da população mundial. Em Londrina, a Universidade Norte do Paraná (Unopar) promove a palestra ''Gagueira não tem graça. Tem tratamento'', ministrada pela coordenadora do curso de fonoaudiologia, Rosinei Cernescu.
O objetivo é esclarecer a população sobre este distúrbio de fala, mostrar que ele não depende da vontade da pessoa e divulgar as possibilidades de tratamento. A campanha também é desenvolvida em todo o país pela Associação Brasileira de Gagueira (ABRA Gagueira).
A gagueira, segundo a fonoaudióloga, surge geralmente na infância, na fase dos dois, três anos de idade, quando a criança começa a aumentar o seu vocabulário. O problema pode desaparecer naturalmente depois de alguns meses ou persistir. A consulta a um especialista vai indicar se é necessário um tratamento especializado.
Rosinei explica que é importante a atitude dos pais nesse período - alguns acham o comportamento ''engraçadinho'', o que pode reforçá-lo, e outros querem resolver o problema repreendendo a criança, o que pode causar sentimentos de angústia e ansiedade e tornar a gagueira crônica. Com orientação adequada, o problema pode ser minimizado ou extinto, mesmo em adultos.

Serviço:-
A palestra ''Gagueira não tem graça. Tem tratamento'' acontece hoje, às 17 horas, no Espaço Unopar no Shopping Catuaí, e é aberta ao público. A Clínica de Fonoaudiologia da Unopar faz plantão amanhã e terça-feira, das 8h às 12 horas, para dar orientações sobre gagueira. Mais informações pelo telefone (43) 3371-7775.

mockup