Futuro dos artesãos será discutido hoje na Câmara
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segunda-feira, 19 de maio de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
A permanência ou não dos artesãos nas praças Floriano Peixoto e Rocha Pombo (área central de Londrina) será discutida hoje à tarde, durante sessão da Câmara de Vereadores. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) quer a retirada deles para, em seguida, fazer a revitalização das praças. No entanto, um projeto de lei, prevê a permanência dos trabalhadores.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirmou que evitará ''polêmica'' sobre o assunto. ''Irei mostrar os prédios pesquisados que podem acolher os artesãos'', disse.
Representantes da União dos Artesãos da Floriano Peixoto (praça situada abaixo da Catedral), afirmam que o projeto de revitalização não foi apresentado ''no papel''. ''Esperamos que ele nos apresente o projeto. Estaremos lá (na Câmara) acompanhando de perto e apoiando a proposta do (vereador Carlos) Bordin'', disse um dos integrantes da direção da entidade, Demindo Floriano, referindo-se ao autor do projeto de lei.
A polêmica começou depois que os registros de autônomos da categoria deixaram de ser renovados pela CMTU. Desde a última quinta-feira, segundo o assessor de Assuntos Comunitários da CMTU, Carlos Xavier, os artesãos estão ''desautorizados'' a trabalhar nos locais e podem ser despejados a qualquer momento.
Durante a manhã de ontem, ao contrário dos comentários que circularam entre os artesãos, a praça Floriano Peixoto não foi interditada por funcionários da Secretaria de Obras. Apenas garis da CMTU faziam a limpeza diária do local. ''O projeto está sendo desenvolvido pelas secretarias de Obras e Meio Ambiente. Eles é que interditarão a praça'', disse Sella. ''Vamos começar as obras somente depois da desocupação. Recuperaremos jardins, iluminação e o piso, mas não pretendemos mudar o projeto original. A decisão sobre o retorno dos artesãos à praça não ficará a cargo nosso'', afirmou o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas.
Para Bordin, foi necessária a intermediação da Câmara para garantir direitos aos profissionais que estão atuando dentro da lei. ''Sou favorável à permanência porque eles não têm para onde ir. Assim como acho que ali está horrível e precisa passar por uma revitalização completa, incluindo barracas padronizadas para os artesãos'', comentou.
Já o vereador Tercílio Turini (PSDB), contrário ao projeto, destacou que o assunto é estritamente administrativo e não caberia ao Legislativo decidir sobre isso. ''Queremos que o assunto seja resolvido com diálogo, mas se o projeto continuar, votarei contra de novo.''
Bordin destacou que o proposta está na pauta e pode ser retirado ''desde a conversa seja adulta e com definições''.


