Futuro condutor quer economia
Londrina - Quem correu para dar entrada no processo de primeira habilitação alega que o que mais pesou na decisão foi a economia. Cálculos preliminares das auto-escolas indicam reajustes mínimos entre 20% a 30%.
O futuro advogado Igor Henrique Luz, 20 anos, foi à sua primeira aula no início desta semana por duas razões. Vai economizar mais de R$ 200 para se habilitar na condução de carros e ainda aproveitará o período de férias para não prejudicar o estágio no início do próximo ano. Mas a antecipação da inscrição trouxe pelo menos um incoveniente. O jovem deu início ao processo em novembro e só vai fazer o exame psicotécnico em 16 de janeiro. Ele não acha que as novas regras, por si só, vão formar motoristas mais capacitados: "acho que não, porque depende muito do aluno e não só do que vai aprender na auto-escola".
Antes de se matricular, a promotora de vendas Vanessa Vieira, 24, treinou com a ajuda do marido. "Estou tentando agora mais por necessidade da profissão e também pela economia", comentou, embora também considere que "as novas regras não devem influenciar tanto assim a cabeça do motorista".
Os dois exemplificam o que apontou o diretor de ensino da Auto-escola Paraná, Paulo Sérgio Fudoli. "Tivemos um aumento de mais de 100%, já considerando o aumento normal que acontece no final de ano", afirmou, completando que há quase 600 alunos na lista para começar as aulas práticas, pois precisam antes fazerem os testes no Detran. Fudoli calculou que com a ampliação da carga horária e outras mudanças - que incluem investimentos em tecnologia e pessoal -, o custo para se obter a CNH deve subir entre 20% e 30%, podendo chegar até a R$ 800 na categoria B (carros), por exemplo. (L.A.)





