Futebol ocupa tempo livre de crianças
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segunda-feira, 26 de outubro de 1998
Celso Mattos 
A Prefeitura Municipal de Cambé, em parceria com a Transportes Coletivos Ltda (TIL), lançou anteontem no Centro de Esportes do Conjunto Castelo Branco, o Projeto Piá Bom de Bola. A solenidade contou com a participação do prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia; do secretário municipal de Esportes, Oscar Marques da Silva e de representantes da TIL. O projeto vai beneficiar 700 meninos de 8 a 14 anos, que estudam em escolas da rede municipal, estadual e particular da cidade.
A Secretaria Municipal de Esportes de Cambé deu início ao projeto em maio deste ano, formando sete núcleos que atendem os bairros São Francisco, Cambé III, Tupi, Ana Rosa, Novo Bandeirantes, Santo Amaro e Conjunto Habitacional Castelo Branco. Isso evita que a garotada fique nas ruas correndo riscos de se envolver com más companhias. É uma forma da prefeitura dar um atendimento educativo integral às crianças, afirma o prefeito José do Carmo.
Por enquanto, o projeto está atendendo apenas os garotos, mas para o próximo ano a proposta é desenvolver atividades também para as meninas. Pretendemos criar oficinas de artes e oferecer outras modalidades esportivas como basquete e vôlei, acrescenta o prefeito. O projeto visa também incentivar a frequência escolar porque a criança precisa estar matriculada em uma das escolas dos sete núcleos, informa o secretário de Esportes, Oscar Marques da Silva.
Toda a atividade é dirigida para a prática de futebol de campo, com aulas em diversos horários do dia. Cristiano Storti, 12 anos, está participando do projeto há dois meses. Antes, eu ficava a tarde toda assistindo televisão ou na rua brincando e fazendo bagunça. Agora, estou aprendendo coisas novas e quem sabe um dia posso vir a ser um jogador de futebol, sonha Cristiano Storti.
A grande sensação do lançamento do projeto foi o garoto Anderson de Oliveira, 13 anos. Ele faz 350 embaixadas em poucos minutos. Venho treinando há dois anos, mas meu sonho é chegar a 500, garante. Esse projeto é uma boa porque evita que a gente fique aprendendo o que não presta nas ruas, diz Anderson de Oliveira.
Para a dona de casa Marli Martielo Tavares, 33 anos, mãe de dois meninos que estão participando do projeto, a iniciativa da prefeitura em dar ocupação para as crianças em tempo integral é boa e necessária, mas ela se queixa da organização e da falta de informação. Os pais não foram comunicados. Eu fiquei sabendo porque meus filhos me contaram. Minha sugestão é que os meninos sejam bem monitorados para certificar se eles estão realmente participando dos jogos, diz Marli Martielo Tavares.


