Eles são apaixonados pelo futebol de fim de semana e chegam a ficar em baixo astral quando não podem ''bater uma bola'' com os amigos. Um grupo de pessoas atendidas por uma clínica de Londrina que se recupera de lesões ocasionadas justamente por conta do futebol tem procurado no esporte uma maneira mais rápida de voltar à ativa. Orientados por fisioterapeutas e médicos ortopedistas, pacientes em fase de finalização dos tratamentos se reúnem nos fins de semana para recomeçar o contato com o esporte antes de voltarem definitivamente à prática.
O fisioterapeuta Rodolfo Barreira explica que o encontro já foi inserido como parte do programa final da reabilitação dos pacientes que sofreram de lesões diversas, principalmente joelhos. Ele destaca que a predominância de ferimentos nessa região do corpo é comum por causa das mudanças bruscas de movimentos realizadas durante o jogo de futebol, uma das atividades físicas que mais agradam homens de todas as idades.
''Existem dois tipos de tratamento, o cirúrgico e o não cirúrgico. Dependendo do caso do paciente e do tipo da lesão é possível que após a 13 semana ele já possa iniciar uma caminhada ou até mesmo uma corrida leve. Depois do quinto mês já é orientado a iniciar atividades em campos com bola, o que acaba contribuindo com o processo de recuperação'', diz o fisioterapeuta da Clínica Uniorte.
O ortopedista Marcus Vinicíus Danieli lembra que apesar do futebol ser um esporte de bastante contato físico que contribui para o surgimento de ferimentos, a prática irregular de atividade física aumenta as chances de lesões, principalmente por aqueles que não fortalecem a musculatura durante a semana.
''Fazer uma musculação ou até mesmo praticar uma corrida duas ou três vezes por semana contribui para um melhor condicionamento físico e pode evitar maiores ferimentos durante os jogos de fim de semana'', alerta.
Desafios
O comerciante Anderson Audi, 45 anos, já passou por seis procedimentos cirurgicos ao longo de sua vida. Amante do futebol, ele pratica o esporte de forma amadora desde os 15 anos de idade e confessa que poder voltar ao campo com os amigos é algo que o deixa ''extremamente feliz''. ''Desanima muito ficar parado, mas como nos últimos anos eu estava acima do peso, acabei deixando de bater bola por um tempo. Agora, já em fase de recuperação por conta do meu joelho que tem um certo desgaste na cartilagem, me sinto feliz em poder voltar. Sei que o meu caso é meio crônico, mas é possível voltar aos poucos e manter uma orientação profissional que possa me ajudar a não me machucar mais'', diz.
O jogador profissional Erick Matos Oliveira, 30, que acabou de encerrar um contrato com o Guarani do Paraguai, se recupera em Londrina de um problema de ligamento cruzado e uma lesão na cartilagem de um dos joelhos. Depois de ter passado por uma cirurgia, o atleta se prepara para assumir novos desafios no futebol voltando ao campo com os colegas da clínica onde faz a fisioterapia.
''Os treinos para quem joga profissionalmente são bastante intensos e por isso também é possível que o jogador se machuque com mais facilidade. Estou me recuperando com exercícios de fisioterapia e voltando a sentir o campo com essa oportunidade de encontros até que eu esteja totalmente pronto para voltar a jogar'', diz.

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