Arquivo/FolhaEm toda partePor muito tempo, os fuscas da Folha marcaram presença no EstadoA cidade cresceu e o jornal também. A Folha de Londrina começou a ir cada vez mais longe. Começou na linha do asfalto, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana. Porém, era preciso ir além. E, naturalmente, só o jipe não daria conta. Surgiram então na história os Volkswagen, os ‘Fuscas’, que começaram a cortar as estradas, primeiro no Norte do Paraná, depois indo para toda parte. Os ‘fusquinhas’ da Folha, pintados em cores bem marcantes, com o número do telefone do jornal escrito em destaque, foram se tornando conhecidos nas estradas e cidades do Paraná.
E cada vez era preciso mais, porque a expansão do jornal, que começou pelos anos 60, exigia isto. Sempre mais e mais carros. Mas, como antes, nunca eram suficientes. E havia um estrito controle. Se furava um pneu, era um problema. Se batia, então, uma confusão.
Um dos responsáveis pela frota era Alexandre Rocha Filho, o popular ‘Mineiro’, que rodava por toda parte. Levava o jornal, levava repórteres. Um certo dia, recebeu uma missão: levar um repórter para uma cobertura em São Paulo, em um ‘Fusca’. Junto com o repórter, foi um cunhado dele para ‘aproveitar a carona’. Viagem corrida, vai, chega, faz a matéria, volta. Na volta, o cunhado do repórter se ofereceu: ‘Posso dirigir um pouco’. Como, de fato, o roteiro era cansativo, Mineiro deixou. E não deu outra: o néo-motorista errou o caminho e, na volta, acabou batendo em outro carro. Ninguém ferido, apenas o Volks ficou meio feio, mas veio mesmo assim.
E, no dia seguinte, era preciso levar jornal para Paranavaí. Havia um caminhãozinho. E foi nele que o Mineiro saiu, logo de manhã, outra vez com um repórter e com um fotógrafo, o saudoso Daniel Martinon. Não chegaram longe. Na Quintino Bocaiúva, esquina com Mossoró, entraram em cheio num caminhão de feira, que cruzou a preferencial. O caminhãozinho ficou fora de combate. E foi preciso avisar, claro, o ‘patrão’. João Milanez, acordado com a notícia, logo depois da outra trombada, desabafou:
‘Diz que eu vou mandar comprar um trator para o Mineiro’. (EF)

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