Professores, funcionários e alunos do Colégio Estadual Paulo Freire, localizado no Jardim Piza, na zona sul de Londrina, estão revoltados com o descaso da Secretaria de Estado da Educação com a situação da escola. Com 10 anos de atividade, o colégio ainda não possui muro em volta de suas dependências e é alvo constante de arrombamentos e furtos. Na madrugada de ontem, mais um prejuízo quando ladrões arrombaram a cantina e levaram diversos tipos de alimentos.
Segundo a diretora auxiliar, Maria Aparecida Zirondi Wagner, o colégio já perdeu as contas de quantos furtos foi vítima. ‘‘A situação está insustentável. O alambrado atual está velho e não protege mais nada. O pessoal acaba invadindo e, praticamente, toda noite temos que acionar a Polícia Militar para retirar estranhos daqui’’, contou. Segundo ela, foram feitas várias reclamações e pedidos para construção do muro à Secretaria de Educação, mas até o momento nada foi feito. ‘‘Nos finais de semana, as dependências da escola acabam virando motel para desocupados, que também depredam as instalações. Isto já é descaso com a segurança da comunidade escolar’’, afirmou.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação, o Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar) está fazendo uma reavaliação técnica do processo para as obras no colégio a pedido do Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal (Crafe) e deve encaminhar o novo estudo ao conselho já na segunda-feira. A assessoria disse que as obras deveram ser iniciadas assim que o Crafe autorizar a liberação de verbas, estimadas em R$ 27 mil.

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