Furtos frequentes na feira da Zona Norte
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Carolina Avansini<BR> Reportagem Local 
Pequenos furtos praticados por grupos de crianças com idades em torno de 12 anos estão tirando a tranquilidade dos feirantes da Avenida Saul Elkind (Zona Norte de Londrina). De acordo com relatos dos vendedores, eles trabalham com atenção redobrada para atender os clientes ao mesmo tempo em que tentam evitar a ação dos meninos.
No último domingo, a reportagem da FOLHA flagrou um grupo furtando uma família que comercializa artesanato. Quatro garotos encostaram na banca e, enquanto alguns faziam perguntas sobre as mercadorias para distrair o feirante, um garoto pegou pulseiras que estavam expostas e guardou no bolso do agasalho. Depois de praticarem o furto, deixaram o local em direção a outras bancas.
Eles agem em questão de segundos, sempre do mesmo jeito. Nosso lucro já é pequeno, por isso esses furtos acabam dando prejuízo, reclamou o feirante Odilon Rebeque da Silva. Ele e a mãe, Eurides Rebeque da Silva, adotaram a estratégia de trabalharem em dois. Um atende os fregueses e o outro fica cuidando da mercadoria, relatou. Segundo ele, os furtos costumam ser ainda mais recorrentes no negócio do irmão, que comercializa bonés. A gente até já perdeu a conta de quantos foram roubados.
Trabalhar em dupla também é a alternativa encontrada por Eliana Braz, que sempre está acompanhada pela mãe para tentar coibir os furtos. Se a gente descuida, eles levam o que veem pela frente, denunciou, lembrando que a presença da polícia costuma coibir a ação dos garotos. Mas nem sempre tem policiamento por aqui.
Comerciante de artigos de pesca, Carlos Magnani acumulou prejuízo de R$ 200, nas últimas semanas, por conta de objetos furtados. Levaram uma faca de R$ 80. Quando não tem polícia por perto, eles carregam tudo que podem, disse, acrescentando que são sempre as mesmas crianças que praticam os furtos. A gente fica nervoso por causa da impunidade, desabafou.
Vários encaminhamentos
De acordo com o capitão Nelson Villa, subcomandante da 4ªCompanhia Independente da Zona Norte, no domingo passado não havia policiamento na feira por causa de um evento que demandou mais homens do efetivo. Mas a orientação é que haja pelo menos duas duplas trabalhando na feira, afirmou. Ele comprometeu-se a reforçar a escala de policiais.
Villa lembrou que os feirantes devem sempre chamar o policial quando forem vitimados, para que seja feita a abordagem dos autores, localização dos produtos subtraídos e formalização do furto. Para isso, o feirante tem que ter disposição de acompanhar a polícia até a delegacia, enfatizou.
A conselheira tutelar Marina de Andrade Bárbara, do Conselho Tutelar da Região Norte, afirmou que a instituição recebeu apenas uma denúncia de furto praticado por criança na feira, no início do ano. Fomos acionados, mas quando chegamos no local não encontramos ninguém. A orientação é que os feirantes denunciem ao Conselho ou à polícia para que as providências sejam tomadas. São vários encaminhamentos possíveis.


