Furtos de motos aumentam em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de outubro de 2001
Luciana Pombo<br> De Curitiba 
O furto de motocicletas em Curitiba e Região Metropolitana tem aumentado significativamente. Por dia, seriam furtadas mais de dez motos. O destino seria o desmanche e a venda clandestina de peças roubadas. A denúncia feita pelo ex-motoboy Salatiel Guimarães, presidente e fundador da Cooperativa de Serviços dos Motociclistas Autônomos (Coosmo), está sendo investigada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos.
De acordo com o delegado Alcimar Garret, titular da especializada, os índices de furtos de motocicletas não são tão alarmantes, mas já preocupam as autoridades. ''Sempre que temos denúncias de que as motos estão sendo levadas para desmanches, investigamos'', afirmou ele. Os dados da delegacia demonstram que 10% dos furtos de veículos na cidade são cometidos contra motociclistas.
Ontem, técnicos do Instituto de Criminalística do Paraná foram acionados para vistoriar três motocicletas que foram apreendidas numa motopeças do bairro Sítio Cercado, periferia de Curitiba. A desconfiança é de que as motos sejam roubadas. ''São inúmeras as lojas que trabalham com a venda de peças usadas de motocicletas. A fiscalização delas não é mais feita pela Polícia Civil desde maio deste ano. É feita pelo Departamento de Trânsito do Estado (Detran). Agora atuamos quando temos denúncias ou suspeitas fortes'', argumentou. De um total de 28 furtos de veículos registrados anteontem, apenas dois eram contra motos.
Para Salatiel Guimarães, o próprio motoboy assaltado acaba colaborando para o crescimento do setor de comercialização de peças roubadas. ''O comércio de peças paralelas é muito grande. As peças são comercializadas livremente no mercado e a baixo custo. O que precisamos fazer é conscientizar o motoboy para que ele evite comprar estas peças. Senão, ele mesmo poderá ter sua moto furtada no futuro'', alertou.


