O delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Valdir Abrahão, afirmou ontem que, mesmo com os distritos policiais lotados, continua a realizar prisões e combater o roubo de carros em Londrina. A capacidade dos DPs é para 104 presos. Ontem, havia nas celas 205 presos.
‘‘Nós devemos fazer sempre essas prisões, buscando diminuir o crime de roubo de veículos, que continuamente nos preocupa’’, disse o delegado. Segundo ele, em Londrina existe uma grande quantidade de ladrões especializados em furtos e roubos de carros, que agem em quadrilhas. ‘‘É um trabalho constante. Quando desbaratamos uma quadrilha, prendendo dois ou três ladrões, outros quatro ou cinco ladrões conseguem escapar.’’
Uma das principais bases para o roubos de veículos, segundo o delegado, é a figura do receptador. ‘‘Ele é o maior incentivador dos ladrões. Sem a figura do receptador, garanto que ninguém iria roubar.’’
Abrahão toma como exemplo a prisão em flagrante do pedreiro Sebastião Claudino Lopes, no último sábado. Segundo o delegado, Lopes foi preso por receptação, ao comprar o motor de um Chevette, um toca-fitas e dois alto-falantes furtados, em 28 de setembro, de Adriano do Nascimento. O carro estava estacionado no clube Thermas Londrina, e foi furtado por Laudele Ferreira da Silva, 22 anos. Ele confessou o furto após ser preso.
‘‘Essa história resume perfeitamente toda a complexidade e o emaranhado que envolve os ladrões de carros da Cidade. O receptador (Sebastião) é pedreiro e, no entanto, levava no seu carro um macaco hidráulico (jacaré). Por conclusão lógica, sabe-se que ele faz o desmonte do Chevette. Por outro lado, Laudele foi quem vendeu o carro para Sebastião. Os dois têm mais comparsas. Os que sobraram deverão continuar a roubar. E nós vamos continuar a prender.’’

mockup