Furtos de automóveis preocupam polícia
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terça-feira, 04 de novembro de 1997
Londrina 
O delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Valdir Abrahão, afirmou ontem que, mesmo com os distritos policiais lotados, continua a realizar prisões e combater o roubo de carros em Londrina. A capacidade dos DPs é para 104 presos. Ontem, havia nas celas 205 presos.
Nós devemos fazer sempre essas prisões, buscando diminuir o crime de roubo de veículos, que continuamente nos preocupa, disse o delegado. Segundo ele, em Londrina existe uma grande quantidade de ladrões especializados em furtos e roubos de carros, que agem em quadrilhas. É um trabalho constante. Quando desbaratamos uma quadrilha, prendendo dois ou três ladrões, outros quatro ou cinco ladrões conseguem escapar.
Uma das principais bases para o roubos de veículos, segundo o delegado, é a figura do receptador. Ele é o maior incentivador dos ladrões. Sem a figura do receptador, garanto que ninguém iria roubar.
Abrahão toma como exemplo a prisão em flagrante do pedreiro Sebastião Claudino Lopes, no último sábado. Segundo o delegado, Lopes foi preso por receptação, ao comprar o motor de um Chevette, um toca-fitas e dois alto-falantes furtados, em 28 de setembro, de Adriano do Nascimento. O carro estava estacionado no clube Thermas Londrina, e foi furtado por Laudele Ferreira da Silva, 22 anos. Ele confessou o furto após ser preso.
Essa história resume perfeitamente toda a complexidade e o emaranhado que envolve os ladrões de carros da Cidade. O receptador (Sebastião) é pedreiro e, no entanto, levava no seu carro um macaco hidráulico (jacaré). Por conclusão lógica, sabe-se que ele faz o desmonte do Chevette. Por outro lado, Laudele foi quem vendeu o carro para Sebastião. Os dois têm mais comparsas. Os que sobraram deverão continuar a roubar. E nós vamos continuar a prender.


