A onda de furtos de placas de circuito em aparelhos de telefone público está intrigando técnicos da empresa de telefonia e chamando a atenção da Polícia Civil de Maringá. Nos últimos 30 dias, cerca de 15 aparelhos foram furtados, todos de uma mesma região da cidade. Nem técnicos e investigadores tem idéia do destino dado ao material furtado.
Segundo um funcionário da Cotel, empresa que presta assistência técnica nos telefones públicos da Telepar, os técnicos desconhecem a utilidade do circuito para uma função que seja diferente do telefone público. A placa de circuito - semelhante a um processador de computador - é equipada com leitor ótico e serve para controlar as informações das chamadas feitas com cartão telefônico.
A polícia acredita no envolvimento de ex-funcionário da empresa porque, na maioria dos casos, a pessoa utiliza a chave padrão do aparelho de telefone público para retirar a placa. A chave não permite cópia ou o uso de micha, fato que reforça a desconfiança da polícia. Por causa desta facilidade, o ladrão consegue levar a placa em uma ação que dura menos de 10 segundos.
Grande parte dos furtos são praticados no período da tarde e em uma região que compreende a avenida Tuiuti até o Jardim Campos Elíseos, zona norte da cidade. Para a polícia, ou a pessoa mora na região ou em lado oposto da cidade para despistar as investigações.
Para o delegado-operacional da 9 Subdivisão Policial de Maringá (SDP), José Aparecido Jacovós, por enquanto está difícil identificar o autor ou o esquema que há por trás desta onda de furtos. ''A empresa está investigando o caso e nos trazendo suspeitas, mas até agora não temos nada de concreto'', afirma o delegado.
Jacovós diz que o circuito deve ser utilizado para criar algum sistema eletrônico. ''Difícil é saber para qual finalidade'', completa o delegado. Outra hipótese é o uso da placa para fabricar um sistema de clonagem ou falsificação de cartão de crédito. A direção da Cotel não quer falar sobre o assunto. Nas ocorrências registradas na polícia não há informações de quanto vale uma placa de circuito telefônico.

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