Em um ano o número de furtos de cabos telefônicos em Londrina aumentou 720%, passando de cinco para 41 ocorrências. Na madrugada de ontem ladrões levaram cabos instalados na Rua Angelina Ricci Vezozzo, no Conjunto Farid Libos (Zona Norte), próximo ao Ribeirão Quati. A ação deixou cerca de 200 aparelhos mudos, inclusive telefones públicos.
Segundo levantamento realizado pela Sercomtel, os ladrões levaram ao longo deste ano cerca de 2,7 mil metros de cabos, causando um prejuízo de R$ 52,3 mil à operadora. Em 2010 foram furtados 531 metros de cabos telefônicos nas cinco ocorrências, ocasionando um prejuízo de R$ 12,4 mil à Sercomtel.
O gerente do setor de implantação e manutenção de redes da Sercomtel, Marcos Allan Marra, contou que os cabos telefônicos são condutores de cobre e que possuem uma capa de polietileno para proteção. Segundo ele, esse material é roubado devido ao preço do metal - cerca de R$ 10 o quilo. ''No furto do conjunto Farid Libos foram afetados 400 condutores, ou seja, 200 pares telefônicos e cada par equivale a um terminal'', explicou.
Marra relatou que em alguns casos os ladrões desistem no meio da ação, chegando a cortar os condutores, mas deixando o material no chão por falta de tempo. '' Nós estamos instalando cabos com alarmes que nos permitem saber imediatamente um problema no cabo, antecipando, inclusive, as reclamações dos clientes'', conta o gerente. Ele diz que a prioridade de instalação está nos locais onde existe mais possibilidade de ocorrências de furto.
Diligências
A assessoria de comunicação da Copel informou que furtos de cabos de energia estão em queda e que neste ano foram poucos vcasos pontuais. A assessoria não quis fornecer os dados, mas informou que a companhia tem investido em cabos protegidos revestidos por polímeros que faz com que a separação dele do metal fique mais difícil.
Já a Sanepar, que usa registros e hidrômetros com materiais de cobre, informou que este ano só aconteceu uma ocorrência de vulto envolvendo o furto de registros de latão, que a companhia acredita que seja de consumidores de droga, que comercializam o metal para comprar crack.
O investigador chefe do setor de Furtos e Roubos da 10 Subdivisão da Polícia Civil, Márcio Ilkiu, informou que desde a semana passada a Polícia Civil vem realizando diligências a estabelecimentos que possam comprar cobre. ''Nós realizamos esse trabalho diariamente e estamos aproveitando para treinar os policiais para reconhecer os tipos de cabos existentes'', contou.
Ilkiu disse que os ladrões podem ser enquadrados por cometer furto simples, e a pena é de dois a quatro anos de reclusão. Mas diz que o problema maior são os receptadores da mercadoria. Sobre a preferência pelos cabos telefônicos, ele acredita que seja pela facilidade de manuseio em relação aos outros materiais.

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