Um suposto furto de uma caminhonete terminou com a morte de duas pessoas na manhã de ontem, no km 82 da PR-445, em Cambé. Por volta das 9h30, o veículo conduzido pelos prováveis assaltantes se chocou frontalmente com um caminhão com placas de Apucarana. Os ocupantes da caminhonete, Antônio Carlos Miguel, 30 anos, e Jair Vasconcelos dos Santos, 36 anos, sofreram morte instantânea. O condutor do caminhão, Arziro Rossi, 49 anos, e o passageiro Reginaldo Leal Silva, de idade não revelada, sofreram ferimentos leves e foram levados à Santa Casa de Cambé.
Segundo o sargento Carlos Ferreira Andrade, do Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual, a caminhonete trafegava no sentido Cambé-Tamarana quando teria atravessado a pista e batido de frente com o caminhão. O representante comercial Luiz Carlos de Melo, que testemunhou o acidente, confirmou o ocorrido. ''Eu vinha atrás quando vi que a caminhonete perdeu o controle, foi para a pista contrária e bateu'', descreveu.
O empresário cambeense Adriano Tonzar, dono de uma transportadora, se apresentou à polícia como o dono da caminhonete e afirmou à reportagem da Folha que o veículo havia sido furtado ainda na manhã de ontem. ''Deve ter ocorrido entre as 6 horas e 9 horas'', contou. Tonzar disse ter registrado ocorrência na Delegacia de Cambé.
Trabalhadores que fazem uso constante da rodovia aproveitaram o acidente para reivindicar a instalação de placas e melhoria na sinalização do local. ''Esta parte da rodovia é muito perigosa. Trafego por aqui diariamente e vejo de três a quatro acidentes por semana'', contou o auxiliar de transporte Paulo Castor de Abreu.
O engenheiro do DER Sérgio Selvatici admite que a área é problemática mas aponta o tráfego em excesso e a imprudência dos motoristas como fatores causadores de acidentes. ''Aquela área já teve uma melhoria que foi a construção das marginais e dos quebra-molas para retirar o excesso de velocidade mas a única solução é duplicar o trecho, até pelo aumento do tráfego de caminhões ali após a implantação dos pedágios'', admite. Segundo ele, contudo, não há projeto nem previsão de duplicação da área. (Colaborou Adriana Savicki)

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