Milton DóriaNo prazo
Número de
técnicos
que
trabalham na
instalação
das torres
começou
a ser
reduzido
ontemA direção de Furnas Centrais Elétricas suspendeu ontem o racionamento de energia elétrica, em vigor há seis dias, entre 19 horas e 21 horas, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A redução de energia foi provocada pela queda de dois circuitos do sistema de transmissão da Hidrelétrica de Itaipu, durante um temporal que derrubou sete torres em Campina da Lagoa (100 km ao sul de Campo Mourão), dia 6. O conserto de um dos circuitos, no domingo à noite, permitiu a normalização do abastecimento.
Ontem o presidente de Furnas, Luís Laércio Simões, passou o dia na região de Campina da Lagoa, sobrevoando a área atingida pelo temporal. A empresa ainda não tem um balanço de quanto custarão os reparos, mas eles devem estar prontos no próximo domingo, com o conserto das cinco torres derrubadas no segundo circuito. Mais de 300 homens estão trabalhando na obra. A previsão era de que o trabalho estivesse concluído amanhã.
De acordo com nota oficial distribuída ontem pela geradora, a colaboração da população na economia de energia, tanto residencial quanto nas indústrias, permitiu cortes preventivos ‘‘mínimos e por curtos períodos na terça, quarta e quinta-feiras’’.
Logo depois do acidente o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, havia advertido que seria preciso economizar 6% da energia consumida nas três regiões abastecidas pelos circuitos avariados - onde cerca de 32 milhões de consumidores gastam 80% da energia do País.
Com o primeiro circuito funcionando, a Hidrelétrica de Itaipu passa a operar com 15 das 18 turbinas que normalmente operam. Até o final da tarde de sábado apenas nove turbinas estavam em operação. Atualmente, estão sendo produzidos pela Itaipu sete mil megawatts de energia. A produção normal é de 10 mil megawatts, abaixo da capacidade total que é de 12,6 mil megawatts.
Segundo o chefe-substituto do Departamento de Produção de Furnas para o Paraná, Vanderlei de Castro Teodoro, o número de técnicos que trabalham na instalação das torres começou a ser reduzido ontem. ‘‘Chegamos a ter 300 pessoas trabalhando. Já podemos diminuir o pessoal porque estamos dentro do calendário’’.
Com o vendaval, foram atingidas duas linhas de transmissão de energia de 750 mil volts que transportam eletricidade gerada pela Itaipu, no trecho Foz do Iguaçu-Ivaiporã para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Atualmente, quatro linhas transportam a energia gerada pela usina, duas em correntes alternadas e duas em correntes contínuas. Uma quinta linha, que vai custar R$ 400 milhões, está sendo erguida e deve ficar pronta em um ano.
As torres que caíram foram projetadas para suportar ventos de até 150 quilômetros por hora em sentido frontal. Os ventos de segunda-feira passada não passaram de 60 quilômetros por hora. Apesar da resistência para aguentar ventos de maior velocidade, as torres não foram projetadas para resistir a ventos circulares, do tipo tornado. (Colaborou Edna Mendes, de Foz do Iguaçu)

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