Furgões carregados de remédio e perfumarias são assaltados
Furgões carregados de remédio
e perfumarias são assaltados
Luiz Taques
Londrina
Os motoristas Carlos Roberto Rosa e José Ezio Sana, funcionários da empresa Equipe Atacadista, de Londrina, foram assaltados na madrugada de ontem, perto do posto e restaurante Pituca, na PR-323, nas proximidades de Sertanópolis. Segundo relato deles à polícia, estão envolvidos no assalto de seis a sete pessoas.
De acordo com o delegado Jorge Barbosa (foto), do Grupo de Investigações da Polícia Civil, os caminhoneiros tinham deixado Londrina com destino a São Paulo, onde entregariam cargas de medicamentos e perfumarias.
À Polícia, o gerente da empresa, José Roberto Esteves, disse que os caminhões e as cargas estavam no seguro. As cargas, afirmou o gerente, estavam avaliadas em mais de R$ 40.000,00.
Os caminhões foram localizados ontem pela manhã, pela Polícia Rodoviária, perto de Apucarana. Os veículos foram abandonados em um cafezal, numa estrada rural, próxima à Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana.
No local, policiais constataram que toda a carga dos furgões - medicamentos - havia sido transferida para outros veículos. Os caminhões foram levados para o pátio da Polícia Rodoviária, e ainda pela manhã, depois de lavrado o termo de apreensão, entregues ao delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial, Otacílio Bovolin.
Segundo o relato dos dois motoristas, os caminhões que dirigiam foram interceptados por um Gol e um Opala de cor preta. Carlos Roberto Rosa e José Ezio Sana contaram ao delegado Jorge Barbosa que foram obrigados a entrar no Opala.
Primeiramente, Carlos Roberto e José Ezio foram levados para o distrito de Espírito Santo (zona sul de Londrina), onde permaneceram por uns 40 minutos dentro do carro, sob mira de pistolas. Depois, assaltantes e vítimas seguiram para o patrimônio Regina (também na zona sul de Londrina), onde os motoristas foram deixados.
Os dois motoristas disseram que andaram do patrimônio Regina ao distrito Espírito Santo, de onde ligaram para o gerente da empresa, José Roberto Esteves, para que fosse buscá-los. Segundo eles, dois dos assaltantes fugiram dirigindo os caminhões, isso logo após o assalto; dois estavam no Opala e outros dois (ou três, eles não sabem ao certo) encontravam-se no Gol.
Durante todo o tempo que durou o crime, segundo os motoristas, os assaltantes conversavam entre eles só através de gírias.





