Raros no Brasil, os furacões têm ocorrido com mais frequência desde o início da década de 90, atingindo as regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste do País. Nova Laranjeiras é o segundo município paranaense a ser atingido por um furacão este ano. O primeiro foi em Cascavel.
Além da frequência, outra diferença entre os furacões que têm se formado no Brasil e nos Estados Unidos e Japão - países que sempre são castigados com o fenômeno - é a duração. Nesses países, os furacões duram horas e até dias.
Diferentes na velocidade atingida, vendavais e furacões têm a mesma formação. O agrometeorologista da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Osvaldo Iwamoto, explica que os dois fenômenos são originados do encontro entre os centros de alta pressão (ar frio) e de baixa pressão (ar quente). Segundo ele, quanto maior a diferença maior a velocidade atingida pelo vento. Vendaval atinge velocidades entre 90 e 100 quilômetros por hora, enquanto o furacão tem velocidade superior a 118 quilômetros/hora. O de Nova Laranjeiras ultrapassou os 120 quilômetros/hora.
‘‘Esses aumentos repentinos de temperatura acompanhados de frente-fria podem resultar em vendavais ou furacões’’, afirma o agrometeorologista. Difícil, segundo ele, é prever por onde o fenômeno vai passar. O furacão - vento circular em forma de um redemoinho gigante - segundo Iwamoto, geralmente tem 200 metros de largura. A literatura, de acordo com o agrometeorologista, fala de formações de até 500 metros de diâmetro.
O comprimento é medido pela extensão que ele destrói. Em Nova Laranjeiras, por exemplo, o fenômeno que durou entre três e cinco minutos, se formou e desapareceu em dois quilômetros. ‘‘Os furacões arrancam, destroem tudo por onde passam. Geralmente atingem a área rural, arrancando árvores com raiz’’, diz. O vendaval, que nem sempre se apresenta na forma de cone, é mais largo. E apesar do menor poder de destruição - só derrubam árvores - varrem uma área maior.

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