Funrespol emite em média, um porte de arma por mês
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sábado, 20 de abril de 2002
Maranúbia Barbosa Reportagem Local 
As pessoas que adquirem armas de fogo legalizadas em Londrina, e querem tirar o porte, não dispõem de um espaço apropriado para realizar treinamento de tiro ao alvo. O Fundo Especial de Reequipamento Policial (Funrespol), da Polícia Civil, que expede os portes, encaminha os interessados para um estande de tiro de uma empresa de segurança da cidade e aplica o teste no local. Ninguém sabe como e nem onde os pretendentes ao porte exercitam suas habilidades. O único estande de tiro existente em Londrina é o do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), usado exclusivamente pelo efetivo local.
A média de expedição de porte é de um por mês, segundo um funcionário do Funrespol. Em contrapartida, segundo estimativa do juiz João Luiz Cléve Machado, da 1ª Vara Criminal, 120 mil armas de fogo clandestinas podem estar circulando na cidade. Na semana passada, a Folha circulou por alguns pontos da área central da cidade e constatou a facilidade de se comprar armamento e munição de todos os calibres.
Nos 106 municípios do Estado ligados ao 30º Batalhão de Infantaria Motorizada do Ministério do Exército, em Apucarana, existem 12 lojas especializadas na comercialização de armas e munição, cinco delas em Londrina. Segundo informações do 30º Batalhão, que controla a venda, no primeiro trimestre deste ano foram vendidas cerca de 400 armas. As lojas de Londrina, informou o Batalhão, venderam aproximadamente 90 armas. Por recomendação do Exército, as lojas expõe poucas armas, que podem ser escolhidas em catálogos.
O comprador, caso restrinja o uso da arma apenas na casa, escritório ou outro recinto fechado, só necessita do registro. Para obtê-lo é necessário apresentar no local de compra o atestado de residência, de trabalho e toda a documentação pessoal.


