O delegado Antonio do Carmo deve ouvir hoje familiares e funcionários da funilaria e oficina mecânica de propriedade de Luis Lachimia, 55 anos, encontrado morto dentro de seu carro na manhã de ontem em uma estrada rural que corta a Fazenda Santa Luzia, em Cambé.
O corpo, no banco do motorista, estava preso pelo cinto de segurança, com os pés ainda pressionando os pedais do carro, um Monza de sua propriedade, que parecia ter sido estacionado pela própria vítima.
A chave estava na ignição, o toca-CDs e a carteira de Lachimia permaneciam intactos, descartando a hipótese de latrocínio. O corpo apresentava duas perfurações a bala: uma no pescoço e outro no rosto. Dois cartuchos deflagrados, provavelmente de calibre 38, foram encontrados no interior do veículo.
Com base no resultado do exame cadavérico do Instituto Médico-Legal (IML), a polícia saberá se os tiros foram realmente disparados à queima-roupa. O delegado acredita que o assassino disparou do banco do passageiro, ao lado do motorista.
Nas investigações preliminares, a esposa e o casal de filhos adultos disseram que o funileiro não tinha inimigos e que tinha poucas dívidas. Ele teria saído de casa aos 30 minutos da madrugada de ontem, após receber um telefonema. Ele não disse à família para onde iria. O local em que o corpo foi encontrado fica a 15 minutos da casa do funileiro, no centro de Cambé. Moradores das ruas que faziam parte deste suposto trajeto disseram não ter visto o veículo, o que aumenta as chances de uma longa investigação.