O delegado geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, anunciou ontem que o Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba deverá contratar serviço terceirizado para o atendimento ao público. Há seis anos, o instituto tem um convênio com o Sindicato das Funerárias de Curitiba que prevê que os trabalhos internos de motorista, plantonista e auxiliar de plantão sejam feitos por funcionários das funerárias.
Com a terceirização, o convênio será desfeito. ‘‘Com isto, acabamos com distorções administrativas que ocorriam dentro do IML’’, declarou Ribeiro. ‘‘Este é um passo importante que acaba com um problema que afligia a todos nós. A partir da terceirização, o IML passará a ser administrado exclusivamente por funcionários do IML’’, disse o delegado Eloy Fernandes de França, interventor há quatro meses do órgão.
O pedido de terceirização encaminhado para a Secretaria de Estado da Segurança prevê a contratação de 60 funcionários, entre auxiliares de necropsia, atendentes, motoristas, supervisores, auxiliares administrativos, dois psicólogos e assistentes sociais. No último dia 11, a proposta foi aceita pela diretoria da Sesp e encaminhada para a assessoria jurídica onde será estudado o processo de licitação.
Na entrevista coletiva à imprensa, Leonyl Ribeiro admitiu as informações sobre o desaparecimento de laudos no IML. Um documento oficial revela que no ano de 1996 desapareceram cerca de 100 laudos de necropsia.
Notas frias também foram encontradas. Uma delas envolvendo chefes de departamento dentro do IML. Amanhã, haverá uma reunião para se definir o afastamento ou não de todos os funcionários denunciados.